Vestibular 2016 da UEL tem 196 candidatos a mais que neste ano

Bruna Ozuna

Neste ano 29 cursos da UEL vão aderir ao Sistema de Seleção Unificada

No dia 6 de dezembro será realizada a primeira fase do vestibular da UEL, com 60 questões de conhecimentos gerais em formato objetivo. A segunda fase ocorre em dois dias, no dia 31 de janeiro, onde o candidato que for aprovado na primeira fase terá que responder 20 questões de língua portuguesa e 10 questões de língua estrangeira. No dia 1° de fevereiro serão aplicadas as provas discursivas de conhecimentos específicos. Para candidatos aos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Artes Visuais, Design de Moda e Design gráfico, haverá mais um dia de prova de habilidades específicas com duas avaliações realizadas no dia 2 de fevereiro. Nesse vestibular serão ofertadas 2.550 vagas.

Antes da etapa geral, foi realizada uma etapa especial direcionada apenas aos alunos que pretendem ingressar no curso de música. Essa etapa foi realizada no domingo dia 1° novembro, com a prova antecipada de habilidades do curso de música. O candidato aprovado na Prova Antecipada de Habilidades Específicas de Música fará a Prova de Conhecimentos Gerais, concorrendo à sua primeira opção de curso. O candidato não aprovado na Prova Antecipada de Habilidades Específicas de Música fará a Prova de Conhecimentos Gerais, concorrendo ao curso escolhido como segunda opção no ato da inscrição efetivada. O resultado para a primeira etapa para os alunos de música vai ser disponibilizado no dia 12 de novembro.

No total foram 21.815 inscritos para o concurso deste ano, um aumento de 196 candidatos em relação aos 21.619 do ano passado, apesar da data das provas coincidir com as provas da segunda fase da Universidade Federal do Paraná e do calendário adaptado pela greve ocorrida no primeiro semestre do ano, que durou 46 dias, ter deixado a expectativa que alunos de escolas estaduais não conseguissem terminar o ano letivo a tempo de prestar as provas. Os cursos mais concorridos são Medicina (pelo sistema universal) com 122,96 candidatos/vaga, seguido de Psicologia (sistema de cotas escola pública), que registrou uma disputa de 37,5 candidatos/vaga, e Design Gráfico, também no sistema de cotas escola pública, com 33,67 candidatos por vaga.

A novidade este ano no vestibular da UEL é a adesão da universidade ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Porém, não serão todos os cursos que aderiram ao programa, que este ano será utilizado em caráter de teste, segundo Adriana de Jesus, coordenadora da COPS. 29 dos 54 cursos (levando em conta as habilitações) vão aderir a essa nova maneira de seleção. (Veja a lista completa dos cursos com vagas pelo Sisu e as regras para as inscrições no site www.cops.uel.br). O resultado final do vestibular será divulgado no dia 14 de março de 2016.

UEL sedia vestibular indígena

Nos dias 10 e 11 de dezembro a UEL será sede do 15° vestibular dos povos indígenas do Paraná. A Comissão Universidade para os Índios, a CUIA recebeu 511 inscrições para o vestibular. O processo reunirá candidatos do Paraná e de sete outros estados. As expectativas de inscritos foram superadas e o número de interessados é crescente, na primeira edição foram 51 inscritos contra os 511 desse ano, informou o professor Wagner Amaral, representante da CUIA. O vestibular abrange indígenas de diversas aldeias do Brasil e o processo de seleção é diferenciado, composto de prova oral e uma prova de conhecimentos gerais e redação. O conteúdo é temático que faz conexão com a realidade das terras indígenas do Brasil.

Os candidatos concorrem a 58 vagas em 8 instituições de ensino superior no Paraná: Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ao contrário do vestibular tradicional, para os povos indígenas não é escolhido o curso e sim a universidade onde o candidato irá ingressar. No ato da matrícula depois da aprovação é que o ingressante escolhe o curso. Na UEL existe um acompanhamento durante um ano para que o indígena se adapte aos conteúdos do curso e ao ambiente universitário. O curso faz uma ponte entre a formação básica e o ensino superior.

Foto da Capa: Lillian Cardoso

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