Governo suspende reajuste e sindicatos preparam greve

Medida de austeridade está sendo chamada de calote por funcionários públicos

 Agência Estadual de Notícias

Editado por Heloiza Vieira

Um dia após o resultado oficial das eleições municipais, o governador Beto Richa (PSDB) enviou para a Assembleia Legislativa Estadual do Paraná, a Alep um projeto de lei que suspende o reajuste salarial anual do funcionalismo público. O objetivo é quitar todas as progressões e promoções devidas aos funcionários. Revoltados servidores de várias categorias chamaram assembleias em estado de urgência e começam a mobilizar paralisações e greves.

O texto de Richa faz parte do “ajuste fiscal” implantado pelo governo em várias fases. Em entrevista à Agência Estadual de Notícias (AEN), o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, disse que o governo vai pagar promoções e progressões para todos os servidores públicos estaduais a partir de janeiro de 2017. “Estamos primeiro priorizando pagar as progressões e as promoções dos servidores. É um passivo que existe, e temos que saldar isso. Depois de saldar vamos negociar com os servidores o reajuste do ano que vem. Não há dinheiro para as duas coisas ao mesmo tempo”.

De acordo com o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, a lei que prevê o reajuste dos servidores não será modificada e nem revogada, mas o momento do pagamento depende do comportamento da economia e da arrecadação.  “Para pagar o reajuste salarial e mais as promoções e progressões, seriam necessários R$ 3,5 bilhões. Não existem recursos para isso e não podemos aumentar impostos estaduais para melhorar os salários dos servidores nesse momento de crise econômica”, afirma. “É momento de compreensão dos servidores e de união de esforços”.

Em entrevista ao site oficial da App-Sindicato, o presidente do sindicato professor Hermes Leão, afirmou que suspender a lei 18.493/15 – Lei da data base é calote. “O Estado deve progressões e promoções e tem uma lei que garante a reposição da inflação deste ano para janeiro de 2017. Não aceitaremos que nos retirem direitos e por isso convocamos a categoria para a greve. Não temos outra saída diante de mais este ataque do governador”

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