Greve dos bancários completa 30 dias com mais de 50% das agências fechadas

A paralisação já se igualou à greve mais longa da categoria, em 2004, quando funcionários de bancos públicos e privados se uniram pela primeira vez

Matéria publicada pela Agência Brasil em 05/10/2016

Edição: Mônica Chagas

Os bancários chegaram ao 30º dia de paralisação, nesta quarta-feira (5), com 55% das agências fechadas, segundo a Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O número corresponde a mais de 13 mil agências bancárias e 44 centros administrativos. A segunda greve mais longa da categoria foi em 2013 e durou 24 dias.

Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão o reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando a inflação acumulada de 9,31%; piso de R$ 3.940,24, correspondente ao valor do salário mínimo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e vales alimentação, refeição e auxílio-creche no valor do salário mínimo nacional, atualmente de R$ 880.

A principal queixa é que os lucros e resultados dos banqueiros não são repassados aos funcionários. Segundo a presidente do sindicato de São Paulo, Juvandia Moreira, no primeiro trimestre deste ano, o valor passou dos R$ 30 bilhões e mais de 8 mil postos de trabalho foram cortados. “Se o setor estivesse em crise, tudo bem, nós concordaríamos em fazer uma negociação diferente, mas não está em crise o setor. Eles têm, no mínimo, que aumentar esse reajuste, o que eles não estão fazendo”, disse. Os bancários pedem participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários acrescidos de R$ 8.317,90.

A Federação Nacional de Bancos (Fenaban) apresentou a última proposta no dia 28 de setembro. O reajuste oferecido foi de 7%, com abono de R$ 3,5 mil e aumento real de 0,5% para 2017. A categoria decidiu manter a greve na assembleia realizada nesta segunda-feira (3), em São Paulo. A partir desta semana, a expectativa é de que a Fenaban faça uma nova rodada de negociações e apresente outra proposta.

Em nota, a Fenaban informou que apresentou três propostas aos representantes dos sindicatos, oferecendo 7% de reajuste salarial e aumento no abono de R$ 3,5 mil. Segundo a entidade, a proposta “garante aumento real para os rendimentos da grande maioria dos bancários e é apresentada como uma fórmula de transição, de um período de inflação alta para patamares bem mais baixos”. A Fenaban disse ainda que não há data para a próxima reunião e que não faz levantamento das agências paradas.

Durante a greve, os usuários podem utilizar os serviços bancários disponíveis no internet banking, caixas eletrônicos, casas lotéricas e correspondentes bancários.

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