Tom Zé de volta às terras do norte (do Paraná)

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Divulgação {Foto de Anderson Yagami}

Murilo Pessoa

E começa o show: “todo show eu fico nervoso, mas meu coração no fim do show é de vocês!”, grita o senhor de cima do palco. Esse senhor já tem quase 80 anos e às vezes aparenta certa fragilidade.

Com o início da primeira música (justamente uma música que fala sobre o ato do nascimento de uma criança), a impressão de fragilidade desaparece, agora está no palco um artista completo e cheio de energia. Tom Zé!

O show foi realizado em Maringá, no dia 17 de setembro, no Centro de Convivência Renato Celidônio, anexo ao Paço Municipal e foi parte do 3ª Festa Literária de Maringá (FLIM), com entrada gratuita. Mais cedo, no mesmo dia, o cantor esteve presente em uma mesa redonda sobre música e produção literária. O último show feito por Tom Zé na cidade foi em 1990. Em Londrina, o músico não se apresenta desde 2010. Sua última apresentação foi no festival Demo Sul.

Esse retorno à região norte do Paraná emocionou o artista, que durante todo o espetáculo conversava com a plateia sobre como se sentia feliz de estar de volta à cidade e à região. Durante o show suas falas encantam, pelas brincadeiras e também pelo tom político.

Tom Zé pula e brinca, como se fosse uma criança no palco, misturando ritmos e instrumentos inusitados, fazendo poesia. O show incluiu músicas do seu mais novo disco Canções Eróticas de Ninar, que já está disponível para compra em CD e LP (para aqueles colecionadores mais nostálgicos). Disco com músicas ácidas e engraçadas, tratando a temática de forma lúdica e educativa, com destaque para a canção “Urgência Didática”.

Vanguardista, Tom Zé se destaca por suas músicas extremamente politizadas, mesmo em suas composições feitas durante a ditadura civil-militar. Sempre que conseguia, colocava suas críticas em suas letras. Muitas passaram desapercebidas pelos censores. Músicas como “Escolinha de Robô” e “Menina Jesus” marcam essa fase.

O show apresentado em Maringá leva o nome “Augusta, Angélica e Consolação”. A música homônima foi um dos pontos altos da apresentação.

Mariane Stropov, estudante de mestrado de 29 anos, acompanhou toda a apresentação e cantou quase todas as músicas. “Não poderia perder de jeito nenhum, conheci ele no show em Londrina e desde lá acompanho tudo”, comenta. “E ainda mais, é de graça!”, completa.

“Não é somente música, é teatro, é amor, é vida”, exalta a Professora Teresa Garcia, de 50 anos, que diz: “escuto Tom Zé desde a tropicália, sempre achei ele o mais diferente daquele movimento”.

Para saber sobre os shows do artista, é só seguir sua página no Facebook, que sempre traz atualizações de seus shows ou também veja em seu site oficial. E segue a dica! Quase todo mês ele faz apresentações gratuitas.

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