Criatividade e ousadia: nas rampas do BMX

Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

Por Caroline Souza

O BMX (Bicycle Moto Cross) é um esporte que se inspirou no motocross e ganhou espaço no Brasil nos anos 80. Desses tempos para cá, tem se tornado cada vez mais popular nos seus mais diversos estilos. Em 2008, uma de suas modalidades, o BMX Race (corrida) se tornou olímpica, o que levou muitos jovens à prática.
O estilo consiste em uma corrida em uma pista com obstáculos. São baterias de 8 competidores de uma mesma categoria. Alinhados, os atletas partem quando cai um portão de largada. A partir de então, eles dão voltas na pista e o objetivo é ser o mais rápido.
Por ser a sede da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), Londrina recebeu em novembro o Campeonato Brasileiro de BMX. A prova reuniu grandes nomes do BMX Race e foi realizada em uma nova pista localizada no Complexo Esportivo Ayrton Senna. A pista contempla os mesmos padrões das pistas de grandes torneios mundiais, como os Jogos Olímpicos. “Será utilizada desde o treinamento da seleção brasileira até para a realização de projetos sociais”, conta Paulo Cotrim, diretor técnico do BMX.

Nova pista de BMX no Complexo Esportivo Ayrton Senna
Nova pista de BMX no Complexo Esportivo Ayrton Senna. Foto: Caroline Souza

Outras modalidades
Além do BMX Race, outras modalidades também têm os seus adeptos na região. O dirty jump é praticado em rampas de terra de alturas e distâncias variadas. É um dos estilos mais perigosos e põe a criatividade (e também a coragem) dos atletas à prova. Já a modalidade vertical é praticada na rampa “half-pipe”. As manobras são realizadas em sua borda ou com voos para fora dela, onde os praticantes vão o mais alto possível.
O street é a modalidade que utiliza os obstáculos das rua, como escadas, corrimãos, paredes e o que vier pela frente. O park são circuitos fechados com obstáculos que simulam o das ruas. E o flatland é praticado em áreas planas sem qualquer obstáculo.
Apesar de estilos tão variados e muitos praticantes, os atletas geralmente não recebem qualquer incentivo. Junio Cesar Pereira pratica o esporte há 11 anos e construiu, apenas com a ajuda de amigos, um circuito de BMX no Centro Esportivo da cidade, em um local que não estava sendo utilizado.

 

Circuito construído no Centro Esportivo de Cambé
Circuito construído no Centro Esportivo de Cambé. Foto: Arquivo Pessoal

Ganhador de vários campeonatos pela região, o atleta já foi patrocinado, mas hoje tira tudo do próprio bolso. Ele reconhece que o BMX é um esporte caro, mas que acaba compensando. “Como todos os outros esportes, compensa. Me apaixonei por isso e enquanto eu puder treinar, vou fazer”.

 

Agora, a expectativa é de que algum órgão público o ajude na revitalização do circuito já construído. Além disso, Junio Cesar também quer um local mais seguro para a prática do esporte. “Quero fazer uma rampa pequena pra ensinar a criançada”, conta. Enquanto isso, ele continua a participar de competições e a levar o BMX para mais e mais pessoas.

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