Dessa vez, sobe ou não sobe?

MAT-brunaO desafio de 2016 se repete e o Londrina Esporte Clube (LEC) busca novamente o acesso para a Série A do Brasileirão

Foto e texto: Bruna Tukamoto, 4º ano noturno
Edição: Danilo Brandão, 4º ano noturno

No dia 19 de novembro de 2016, o Estádio do Café era palco de uma verdadeira festa. Aos quatro minutos do segundo tempo, o lateral esquerdo Capa deixou o meia Diego Jardel livre para marcar o primeiro gol da partida. Os poucos torcedores do Avaí presentes no estádio foram à loucura. Os donos da casa tinham mais 41 minutos para reverter o resultado, mas não conseguiram e o jogo terminou com o placar magro de um a zero para os visitantes.

Após o apito final, os 11 mil torcedores viram a incessante comemoração do Leão. Os três pontos garantiram o retorno do Avaí à Série A do Brasileiro, um ano após ser rebaixado. Os jogadores se espalharam pelo gramado. Corriam, gritavam, abraçavam-se. Do outro lado, a saída dos jogadores do Londrina carregava um clima de tristeza geral.

Depois de conquistar ótimos resultados fora de casa, de colar no G4 e criar chances reais de subir para a Série A, o Londrina emplacou resultados ruins que moldaram o futuro do time. Nos últimos cinco jogos, o Tubarão venceu apenas um, empatou dois e perdeu dois. A última derrota, contra o Avaí pela 37ª rodada, marcava o fim do sonho de voltar à elite do futebol nacional .

A campanha do LEC foi caracterizada pela força do setor defensivo. Tomou apenas 29 gols em 38 jogos e foi a defesa menos vazada do campeonato. Além disso, o time terminou o torneio em uma colocação considerável na tabela. Ficou em 6º, com 60 pontos. E o objetivo de se manter na Série B foi alcançado.

Apesar da boa campanha, alguns torcedores ficaram inconformados e não perdoaram a sequência de derrotas e empates dentro de casa e, consequentemente, os pontos perdidos nas últimas rodadas. Mesmo assim, o ano acabou com a esperança de que 2017 trouxesse uma equipe mais preparada.

Mas o Campeonato Paranaense, que marcou a estreia do Londrina na temporada, não atendeu às expectativas. Na primeira fase da competição, o alviceleste até ficou bem colocado. Porém, a 4ª posição só foi possível porque os adversários também jogaram mal. O Tubarão teve apenas 48,5% de aproveitamento em 11 jogos. Somente 16 pontos foram necessários para o time disputar a fase mata-mata do Paranaense.

Eliminado pelo Atlético na semifinal, o Tubarão disputou o título do interior contra o Cianorte e venceu com facilidade, mas a taça teve pouco significado. O título de “campeão do interior” não escondeu o time fraco da torcida e da imprensa.

Do começo do ano para cá, a equipe já passou por algumas mudanças que refletiram em campo. A saída do goleiro Rangel, por exemplo, afetou consideravelmente. O zagueiro Silvio, depois de ficar quase 11 meses longe dos gramados, se recuperou da lesão. Mas a sua volta não acrescentou muito ao time. No meio de campo, o Londrina comemorou o retorno do meia Celsinho, que estava no Figueirense. Apesar de ser importante em algumas partidas, o Tubarão ainda sofre com a ausência de um meia armador.

Diante dos resultados do Campeonato Paranaense e com a chegada da série B do Brasileirão, a diretoria do LEC anunciou alguns reforços. São eles: o meia Patrick Vieira (Palmeiras), os atacantes Carlos Henrique (PSTC), Artur (Palmeiras), Jonatas Belusso (Brusque), Elton Martins (Batatais-SP) e o volante Jardel (Novo Hamburgo).

Impossível dizer se esses reforços fortalecerão o time a ponto de disputar uma vaga no G4. Somente com o tempo, jogo a jogo, será possível cravar alguma posição. Mas uma coisa é certa. A equipe alviceleste precisa acordar. Se o estadual, que é um campeonato menor, com times mais fracos, foi agoniante para o torcedor, o Brasileiro será mil vezes pior. É uma competição nacional e alguns clubes, como o Colorado, possuem recursos e verbas muito maiores que as do Tubarão.

Além disso, o time de Tencati deve se impor em casa. É inaceitável repetir o feito do ano passado e não vencer os jogos disputados no Estádio do Café. Por último, é essencial que o LEC já inicie o campeonato conquistando pontos, pois, assim como vem acontecendo nas últimas competições, podem fazer falta na soma final.

É o momento de relembrar os erros dos últimos anos que, além de servirem de lição, revela que o segredo para disputar o acesso é bem simples: ganhar em casa e não perder fora.

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