Intercâmbio transforma realidades

Jovens escolhem fazer intercâmbios por diferentes motivos, mas acabam descobrindo a si mesmos quando saem da sua zona de conforto

Reportagem: Marina Gallo, 4º ano matutino
Edição: Alanis Brito, 4º ano matutino

MATmarinaimagem1
A estudante Raquel Harano em Machu Picchu, Peru. Fotografia: Arquivo Pessoal.

Segundo a definição nos dicionários, intercâmbio significa troca, mas quando se fala em fazer intercâmbio há mais definições. É uma troca de experiências, de aprendizado e de ensinamentos, principalmente, troca de cultura. Há diferentes tipos de intercâmbios. Os estudantis, nos quais o interessado passa um tempo fora do país para aprender ou aperfeiçoar um outro idioma. O dos tipos Aur pair, que é uma experiência de trabalho como babá em outro país, mais comum nos Estados Unidos, mas com ofertas em outros países.

Apesar de terem diminuído as oportunidades, as universidades ainda oferecem intercâmbios que agregam valor à formação acadêmica, complementando a graduação. Para pós-graduações, mestrado e doutorado, muitos deles podem ser feitos fora do país.

Empresas oferecem experiência diferenciada no quesito intercâmbio, como os trabalhos voluntários. Uma dessas é a AIESEC, da sigla em português, Associação Internacional de Estudantes de Economia e Ciências Comerciais. A estudante de Design de Moda, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Adryana Bontorim foi ao Peru realizar um projeto com crianças pela AIESEC. “Queria fazer algo que me acrescentasse e sempre vim pesquisando sobre.”

Em todos os intercâmbios há uma mudança na rotina das pessoas e o principal é que haja uma troca de culturas. “Conheci não só a cultura peruana, mas a dos outros intercambistas que estavam lá. Aprender a trabalhar em grupo, com quem você nem consegue conversar fluentemente. Às vezes, a gente tem que sair de onde estamos para enxergar tudo mais claro.”

MATmarinaimagem2
Raquel Harano/Arquivo Pessoal.

Raquel Harano, estudante do curso de Ciências Contábeis da UEL, viu no intercâmbio a possibilidade de sair da rotina. “Você sente a necessidade de renovar, de respirar novos ares, de se arriscar mais. E o intercâmbio social me parecia uma ótima forma de aliar tudo isso com a minha vontade de ajudar o próximo de alguma forma.”

Para ela, as histórias que viveu durante o intercâmbio são marcantes. “Quando você está fora do país, você fica mais aberto a novas experiências, novas conversas. A troca cultural é muito forte e tudo isso acrescenta muito. Você sente tudo de forma mais intensa, porque nesse contexto você quer ser diferente. Você quer viver aventuras, quer ter histórias para contar.”

Raquel Harano também foi ao Peru realizar um projeto com crianças que viviam em uma ONG. “Acho que todo mundo tinha que experimentar isso uma vez [fazer intercâmbio]. Você volta diferente e muito mais sensível às pessoas a sua volta, começa a dar valor ao que realmente importa.”

MATmarinaimagem3
Renata Hirosse participou do projeto Caravelas em Ação. Fotografia: Arquivo Pessoal.

Já a estudante de Publicidade e Propaganda, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Renata Hirosse realizou projetos sociais no Brasil e fora dele. “Tive a oportunidade de ir ao Paraguai duas vezes para realizar projetos sociais. É uma maneira muito enriquecedora para conhecer outras culturas. Você acha que vai para ajudar os outros, mas na volta você percebe que quem aprendeu e mudou foi você mesma.” Ela viajou por meio da instituição católica Caravelas, de Londrina.

 

Quando se trata de realizar o intercâmbio voluntário, a futura publicitária tem sua opinião. “O que importa é ir de coração aberto para ajudar e aprender com o outro. São essas pessoas que vivem em realidades tão difíceis que me ensinam qual é o real significado da generosidade, do amor e do respeito”, afirma. “Todo mundo que tiver a oportunidade de fazer um intercâmbio precisa sair da zona de conforto para conhecer, aprender e ajudar pessoas diferentes. São experiências que marcam e mudam vidas.”

A administradora, recém-graduada pela UEL, Cibele Fermiano realizou seu primeiro intercâmbio em dezembro de 2015, também pela Caravelas em Ação. “Aprendi sobre estar aberta a novas experiências, amizades, cultura e respeitar as diferenças. O intercâmbio tem a capacidade de transformar uma pessoa. Por um momento, deixamos de olhar só para nós e olhamos para o outro. Ajudar no que puder ajudar, sem julgamentos.”

MATmarinaimagem4
A recém-graduada em administração Cibele Fermiano. Fotografia: Arquivo Pessoal.

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s