Rua de acesso à UEL causa transtornos a pedestres

Rua que liga a Universidade Estadual de Londrina ao centro sofre com o descaso do poder público

Reportagem: Adriano Santiago, 4º ano noturno
Edição: Jéssica Doarte, 4º ano noturno

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Rua que liga UEL ao centro oferece risco à segurança dos pedestres. Fotografia: Adriano Santiago.

Quem utiliza a rua Prefeito Faria Lima rumo à Universidade Estadual de Londrina (UEL), ou vem do campus em sentido ao centro, nota que a via não suporta o tráfego intenso. Com o decorrer do tempo formaram-se bairros e comércios no entorno da UEL, aumentando o fluxo de pessoas, porém quase todo esse movimento é escoado por carros e ônibus. Poucas pessoas arriscam percorrer o trecho a pé.

A Faria Lima não oferece segurança ao pedestre devido à falta de calçadas, meios-fios, redutores de velocidade e faixas de pedestres, somando a isso o risco de assaltos devido à iluminação precária. Os poucos pedestres que se arriscam a transitar no trecho enfrentam terra batida à beira da via. Não há meio-fio para delimitar o espaço, além do intenso tráfego de veículos, que ameaça, principalmente, os ciclistas, que não têm espaço suficiente para pedalar com tranquilidade, já que também não existe acostamento.

O comerciante Cristian Silva, 26 anos, é proprietário de um estabelecimento na região. Ele descreve a situação como caótica e alega prejuízos devido ao difícil acesso dos consumidores à loja. “Meu comércio foi planejado para atender os estudantes que moram na cidade universitária e moradores dos novos prédios que estão sendo construídos, mas sem calçadas e com esse trânsito intenso, estou perdendo clientes. Os que vieram comprar aqui se queixam que é arriscado chegar”, lamenta Cristian.

Perguntado se cobrou uma solução dos órgãos públicos, ele se mostra otimista. “Acredito que com a inauguração dos novos edifícios ao redor, melhorias serão realizadas, mas acredito que isso partirá das próprias construtoras e não da prefeitura”, analisa.

Sobre a possibilidade de duplicação da rua por parte da Prefeitura, o comerciante se mostra cético e diz acreditar que a obra vai atrapalhar ainda mais seu empreendimento. “Se já é complicado chegar aqui com pista simples, imagine com uma pista dupla, o abuso de velocidade irá aumentar. Se houver mesmo uma duplicação, deve-se pensar também nos pedestres”, pontua.

O vendedor Nilson, 51 anos, recém-chegado a Londrina se diz impressionado com o descaso com a rua. Ele relata que morava em Santa Catarina e lá todos costumam respeitar os pedestres. Segundo ele, em Londrina não existe esse respeito. “Além de o motorista londrinense ser mal-educado, a avenida não ajuda. Trabalho a uma semana nesta loja de materiais de construção e todos os clientes que compram aqui vem de carro. Mesmo assim correm risco ao tentar atravessar a rua”, conta.

Sobre a possível duplicação, ele comenta com surpresa e descrença. “Acho bem difícil, só para desapropriar os terrenos em volta será necessário muito dinheiro, mais os gastos com a construção. Duvido muito”, opina.

Secretaria de Obras

Questionada so¬bre as condi¬ções das calçadas e de outros problemas das vias de acesso à UEL, com ênfase na rua Prefeito Faria Lima, a Secretaria de Obras, por meio da Assessoria de Imprensa, diz que notificou os donos de imóveis da região sobre a necessidade de se adequarem às normas do munícipio.

“Nós autuamos os do¬nos de imóveis e terre¬nos sobre a responsabilidade de construir o calçamento e demais obras de infraestrutura, mas por lei não podemos obrigá-los a executar a obra”, esclarece a assessoria, que ressalta existir uma verba no valor de R$ 7 milhões para executar a duplicação da rua Prefeito Faria Lima, por meio do “Plano de Aceleração do Crescimento”, (PAC2). Sobre as outras deman-das como iluminação e sinalização, a secretaria diz ser uma responsabi¬lidade da Sercomtel Ilu¬minação e da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), respectivamente.

Sercomtel Iluminação

Por sua vez, a Sercomtel Iluminação, também através de sua Assesso¬ria de Imprensa, diz executar os serviços de manutenção de acordo com um planejamento e cronograma pré-estabelecido, mas que o contrato é apenas de manutenção. Em locais onde não exista a rede, cabe à Secretaria de Obras executar a instalação da infraestrutura.

Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU)

A Assessoria de Imprensa da companhia diz que o que for da alçada da companhia será exe¬cutado assim que houver a possibilidade. Ela ressalta que a CMTU atua, geralmente, apenas na roçagem e sinalização, e que demais demandas são de responsabilidade da Secretaria de Obras do Município.

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