Jovens contam suas experiências em intercâmbio

Estudantes buscam intercâmbio conforme seus objetivos, desde a realização de estudos até trabalhos voluntários

Reportagem: Gabriela Campos e Júlia Proença, 4º ano matutino
Edição: Luana Harumi, 4º ano matutino

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A relações públicas Amanda Maximo foi estudar no Canadá. Foto: Amanda Máximo/Arquivo Pessoal.

Todos os anos, milhares de brasileiros partem rumo ao exterior nos chamados intercâmbios, seja para estudo, trabalho ou, até mesmo, realizar trabalho voluntário. Essa modalidade de viagem é muito procurada, inclusive, por londrinenses.

A relações públicas Amanda Máximo, 23 anos, é um claro exemplo disso. Em fevereiro de 2017, Amanda partiu para uma jornada de estudos de 13 meses em Vancouver (Canadá). “Decidi estudar fora porque o mercado de trabalho no Brasil para a área de comunicação é muito complicado, ainda mais pela situação econômica do país. A partir disso eu decidi vir pra cá para fazer algum curso que agregasse valor na minha carreira. Fiz um curso de um mês de inglês logo que cheguei aqui e agora estou estudando Comunicação em Negócios”, diz.

No entanto, de acordo com a Amanda, a experiência de morar fora vai muito além das salas de aula. A relações públicas – e agora estudante – conta que apesar da saudade gigante da família e dos amigos, os novos aprendizados são enriquecedores e fazem tudo valer a pena. “A saudade da família às vezes pega, mas apesar disso, a experiência e o aprendizado são recompensadores. Todo dia eu aprendo algo novo, seja em relação ao inglês, à comunicação ou à vida. A experiência é sempre um pouco diferente do que a gente espera, mas acaba sendo sempre melhor.”

Todo o processo de tornar o intercâmbio realidade começou com um ano de antecedência. Em 2016, quando ainda era estudante da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Amanda visitou diversas agências de viagens da cidade para encontrar a opção que mais se encaixava com o que buscava. “Comecei o planejamento um ano antes da minha vinda pro Canadá. Fui em agências de intercâmbio em Londrina, conversei com pessoas na internet, vi vídeos no YouTube”, explica.

Sobre a escolha do país, a jovem revela que as terras canadenses não eram sua primeira opção, mas que está muito satisfeita. “Minha primeira opção eram os Estados Unidos, mas por conta do dólar alto, poder estudar e trabalhar no Canadá, acabei escolhendo aqui mesmo e não me arrependo. O Canadá é um país multicultural, com pessoas educadas e sempre prontas a ajudar. Fui recebida muito bem e minha adaptação foi tranquila, já estou me sentindo quase uma canadense”, conta Amanda.

Já o estudante de arquitetura e urbanismo Pedro Sugeta, 20 anos, optou por um intercâmbio com uma pegada diferente. No começo de junho de 2017, Pedro aterrissou no Peru, mais especificamente na cidade de Ica, a fim de ensinar inglês para crianças de uma comunidade carente.

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Pedro Sugeta ensina inglês no Peru. Foto: Pedro Sugeta/Arquivo Pessoal.

Por meio de uma Associação Internacional de Estudantes, o jovem ficará por três meses hospedado na casa de uma família peruana e trabalhará semanalmente (e voluntariamente) na escola. “Escolhi o Peru porque é um país do lado do Brasil, mas com uma cultura totalmente diferente. O Machu Picchu também foi um ponto, pois como eu faço arquitetura sempre tive muita curiosidade de conhecer”, afirma ele.

Sugeta conta que foi dar aula de inglês em uma escola bem humilde. “O caminho que eu faço para chegar lá tem muito lixo. Nunca pensei que teria uma situação dessa na América do Sul, mas por mais triste que seja a situação, estou amando poder dar aula para aquelas crianças.”

Nesse pouco tempo em Ica, o estudante diz que sentiu todas as experiências e mudanças que o intercâmbio pode proporcionar. “É muito triste a situação daqui. Isso me impactou de verdade e me mudou principalmente no sentido de ser mais agradecido. Me fez pensar também em como eu posso mudar isso no Brasil. Há realidades assim no Brasil e não faço nada. Eu tive que vir pro Peru para pensar no que eu posso fazer logo ali, quase no quintal da minha casa”, diz.

Pedro ficará em Ica até agosto, mas antes mesmo de voltar para o Brasil, já está traçando planos para os próximos intercâmbios. “Eu quero fazer mais um intercâmbio para a Ásia e outro para a África, para poder conhecer e ter a vivência desses lugares. Talvez Turquia ou Índia, e África do Sul ou Egito”, finaliza o estudante.

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Vista da janela da escola em que Pedro está dando aulas em Ica, Peru. Foto: Pedro Sugeta/Arquivo Pessoal.

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