Lixões clandestinos preocupam moradores

A fiscalização do descarte irregular de resíduos e a criação de novos Pontos de Entrega Voluntária (PEV) foram medidas discutidas em reunião pública na última semana

Reportagem: Christiano Prado e Isabela Fleischmann, 4º ano matutino
Edição: Luana Harumi, 4º ano matutino

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Autoridades debatem criação de PEVs e fiscalização de descarte irregular de resíduos em Londrina. Foto: Sala de Imagem da CML.

No município de Londrina existem cerca de 300 pontos de descarte irregular de lixo. A fiscalização desse descarte e a criação de novos Pontos de Entrega Voluntária (PEV) estão entre os assuntos debatidos na Câmara Municipal de Londrina. Um dos maiores pontos de descarte clandestino de resíduos sólidos é a área do Jardim Ana Terra, na região oeste da cidade. São quase 500 metros de resíduos espalhados por uma rua de terra.

O coordenador estadual do Movimento Nacional dos Direitos Humanos, Carlos Santana, comentou que nada jamais foi feito por parte de setores públicos para limpar a área do Ana Terra, ou do Santa Rita, um terreno também na região oeste, próximo à linha de trem.

Há denúncias de que empresas estariam jogando caminhões de entulhos no local, isso porque, entre os resíduos seria possível verificar o endereço dessas empresas por faturas de luz. Entretanto, Santana disse que não há fiscalização do poder público. “A administração pública quer levar com a barriga uma coisa que não pode ser feita”, diz.

O coordenador ainda criticou o Conselho do Meio Ambiente e a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Em reunião na Câmara, Santana deu um prazo de 30 dias para ver os primeiros resultados na limpeza e na fiscalização da área no Jardim Ana Terra. Se isso não acontecer, ele declarou que vai acionar a corregedoria do Ministério Público. Em fevereiro, ele protocolizou uma denúncia no Instituto Ambiental do Paraná, pedindo esclarecimentos.

Em resposta, a Secretaria do Meio Ambiente disse que vai firmar um convênio com a Guarda Municipal para ajudar na fiscalização.

A promotora do Meio Ambiente, Solange Vicentin, cobrou na reunião um plano de gestão da prefeitura para a destinação e o tratamento dos descartes. Segundo ela, a não fiscalização dos lixões caracterizaria prevaricação – crime cometido por funcionário público contra a administração pública.

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