Flávia & Gisélia, uma das histórias de amor do 1º casamento coletivo LGBT

Texto, foto, aúdio e vídeos: Bruno Nomura

 

Ser pedida em namoro com direito a show particular da cantora Ana Vilela, do sucesso “Trem Bala”, é um privilégio para poucos. Era o início da história de amor entre a cabeleireira Flávia Scheffer, de 28 anos, e da analista clínica Gisélia Nascimento, de 24.

 

 

Os caminhos de Flávia e Gisélia se cruzaram por acaso. Depois de muitas idas e vindas, as histórias delas se entrelaçaram oficialmente em uma ocasião muito especial: o primeiro casamento coletivo LGBT (lésbicas gays, bissexuais, travestis e transexuais) de Londrina.

 

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Além do casamento civil, Flávia e Gisélia correm com os preparativos de uma cerimônia ecumênica

 

“Estou superfeliz. Parece até que eu estou casando [risos]! É uma emoção muito grande ver a felicidade delas transbordando e poder compartilhar esse momento”, descreve Stephanie Toshie, uma das madrinhas do casal. Flávia é madrinha da filha dela. “É uma forma de retribuir o amor que ela tem pela minha família e também transmitir o amor que eu tenho por ela”, afirma.

“É um misto de muita alegria, muitas felicidades, ao mesmo tempo preocupação com o futuro delas. É um sentimento muito estranho”, brinca a mãe de Flávia, Vera Scheffer, no dia da cerimônia. Ela talvez jamais tenha imaginado que um dia a filha se casaria com uma mulher. Mesmo assim, estava presente no casamento para celebrar o amor dela.

A importância da família como espaço de afeto e acolhimento para a pessoa LGBT foi justamente o tema da 2ª Parada Cultural LGBTI+ de Londrina, “Temos família e seremos família”. É por esse motivo que neste ano o Movimento Construção, realizador da parada, decidiu ir além da passeata pela região central da cidade, como explica uma das integrantes do grupo, Mariana Valle.

 

 

O casamento é uma conquista recente da comunidade LGBT. Foi só em 2013 que o Conselho Nacional de Justiça regulamentou a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Desde então, quase 20 mil casamentos homoafetivos foram celebrados até 2016, segundo os dados mais recentes do conselho.

Na manhã do dia 1º de setembro, oito novos casais se uniram no casamento coletivo. É a hora de dizer sim.

 

 

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