Projeto usa caixões para alertar sobre o perigo da dengue

Texto, fotos e áudios: João Renato F. Silva

 

Imagem_1

Exposição com caixões é levada a locais com maior índice de infestação pelo Aedes aegypti

 

O susto diante da realidade é o método usado por uma ação da Secretaria de Saúde de Londrina para divulgar a importância do combate ao Aedes aegypti. Há três anos, a exposição itinerante do setor de Endemias utiliza caixões para lembrar à população uma informação importante, mas por vezes esquecida: a dengue pode matar.

“O caixão é uma forma de impacto”, explica Lucimara Vasconcelos, supervisora de Educação em Saúde da Prefeitura de Londrina e uma das responsáveis pela ação. A presença dos caixões, um de tamanho adulto e outro infantil, é destacada por cartazes com a frase “Dengue mata!!”. “Muita gente fica assustada e comenta que não imaginava que um ‘mosquitinho’ poderia matar.”

Além de materiais sobre outras infecções transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como zika, chikungunya e febre amarela, a ação fornece orientações para combater o escorpião, cuja picada pode ser fatal, e o caramujo africano e o inseto barbeiro, transmissores de doenças que também podem levar à morte.

 

 

Os locais que recebem a exposição são escolhidos com base no LirAa (Levantamento Rápido de Infestação de Aedes aegypti). Feito quatro vezes por ano, o estudo revela o grau de infestação e onde estão concentrados os focos do mosquito no município. O último LirAa realizado em Londrina, o terceiro do ano de 2018, apontou um índice de infestação de 1,6%. Isso significa que, no mês de julho, a cada cem imóveis visitados pelos agentes, em mais de um foram encontrados focos do mosquito.

O número é menor em relação ao resultado do primeiro levantamento do ano, que identificou, no final de janeiro, um grau de infestação de 12,1% (mais de três vezes o índice de 3,9%, que indica risco de surto). Apesar da queda, o número de 1,6% ainda representa situação de alerta, segundo o Ministério da Saúde (entre 1% e 3,9%). Seria considerado satisfatório um resultado abaixo de 1% de infestação.

 

Imagem_2

Exposição educativa no Terminal Central de Londrina

 

A manicure Raimunda Silva Santana, 39, é moradora da zona oeste, região que apresentou o menor índice de infestação da cidade de acordo com o último LirAa (o estudo apresenta dados de cada região separadamente). Ela acompanhou a passagem da exposição educativa pelo Terminal Central com o filho de seis anos. “Procuro orientá-lo sempre. Do jeitinho dele, ele já explica como a gente deve cuidar da dengue.” O centro foi a região que apresentou o maior grau de infestação no último LirAa.

 

 

LEIA MAIS

Ansiedade: conheça as causas, os sintomas e as formas de controlá-la

Autismo levanta debate sobre tratamento, diagnóstico e inclusão

Em sete dias, a bailarina Sônia Secco foi da morte à vida

Mais de 50% dos transplantados do coração morrem 2 anos após cirurgia

 

 

 

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s