Bailarinos da Funcart relatam por que ‘vivem a dança’

Texto, fotos e vídeo: Lucas Ribeiro

 

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Turma do primeiro ano do curso regular de balé da Funcart

 

“O corpo do bailarino é simplesmente a manifestação luminosa da alma.” A frase é de Angela Isadora Duncan, coreógrafa e bailarina norte-americana consagrada na dança moderna.

Essas palavras ecoam no cotidiano de muitos bailarinos. Renata Doi, 31, é dentista, mas a paixão pela dança surgiu desde os cinco anos de idade, nas aulas de balé na escola onde estudava. Desde então nunca mais parou. Em 26 anos de balé, ela já passou por palcos importantes no Brasil, como o do Festival de Dança de Joinville, em Santa Catarina, e no exterior, como Argentina, Uruguai e Japão.

 

 

Há três anos, após uma aula experimental na Funcart (Fundação Cultura Artística de Londrina), Renata passou a dividir a rotina do consultório com as aulas de balé que ministra na instituição. “Aqui, como em muitas escolas do Brasil, trabalhamos com alunos de biotipos distintos – diferentemente das grandes escolas –, o que requer outra didática no ensino do balé”, afirmou.

Balé é disciplina e superação

Entre um ensaio e outro, a cada passo, Marciano Boletti, 46, professor de balé na Funcart, sempre aconselha em que suas alunas podem melhorar. “É necessário que haja essa cobrança e elas entendem que isso é para o melhor rendimento delas”, explicou. “Se hoje a gente subiu a perna até determinada altura, amanhã a gente vai querer subir mais um pouquinho, e assim por diante”, completou Renata.

E a busca pela perfeição na dança é algo muito prezado por Vitória Barioni de 16 anos. Bailarina desde os quatro anos de idade, Vitória afirmou que o cotidiano do balé exige muita disciplina. E foi isso que a fez ganhar, este ano, o papel de primeira bailarina para o espetáculo de formatura do curso de balé regular da escola de dança no final do ano. “Depois de oito anos de balé, ser a bailarina principal no espetáculo é uma emoção e uma responsabilidade muito grande.”

 

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Vitória Barioni durante ensaio na Funcart

 

E ainda sobre superação, o professor de dança Marciano Boletti contou que foi necessário encarar o preconceito da profissionalização. “O preconceito não era por ser homem e estar no balé. Mas quando decidi largar minha profissão de garçom para me dedicar ao balé, ouvia: ‘Mas você vai viver só disso?’. E mesmo sabendo das dificuldades que poderia enfrentar, estava disposto a fazer o que queria”, explicou. Marciano já se apresentou em quase todas as capitais brasileiras, além de espetáculos no exterior, como Argentina, França, Zimbábue, Peru e Cuba.

 

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