A vida em república: morando barato no centro de Londrina

Texto, foto, áudios e vídeo: Bruno Nomura

 

A fórmula é simples: dividir contas, somar esforços, subtrair a solidão e multiplicar experiências. As famosas repúblicas são o refúgio de muitos jovens com orçamento apertado – especialmente universitários, que precisam dedicar grande parte do tempo aos estudos.

O mestrando em geografia Willian Santos, de 30 anos, tem larga experiência no assunto. Em sua nona república, hoje ele divide um grande apartamento na esquina das ruas Piauí e Pernambuco, bem no centro de Londrina.

 

 

Willian tem três colegas de apartamento. A ocupante do quarto menor paga, em média, R$ 330 por mês. Os demais, cerca de R$ 450. É um valor baixo, considerando a localização da república.

Uma das moradoras, a pós-graduanda em geografia Thiara Gonçalves, de 29 anos, afirma que o preço é o principal motivo da vida em república, mas não o único. É a quarta moradia compartilhada da estudante.

 

 

As garotas do 1.001

 

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As estudantes da UEL Maysa Orsi, Alice Stasievski e Rosana Marumo

 

É em um prédio na rua Espírito Santo, muito próximo à avenida Higienópolis, que a estudante de medicina veterinária Maysa Orsi, de 21 anos, iniciou uma república em 2016. Rosana Marumo, 21, formanda de administração, chegou meses depois. Alice Stasievski, de 20 anos, juntou-se às duas no ano passado para estudar agronomia.

Rosana explica que o valor dividido do aluguel, em torno de R$ 550, foi fundamental para que ela pudesse se mudar de Assaí, na região metropolitana de Londrina.

 

 

O valor do condomínio onde as três moram tem flutuado nos últimos meses. Como há divisão dos valores extras, Rosana relata que o impacto no orçamento é menor. “Dividimos em três, fica bem mais barato. Se eu fosse morar sozinha em um apartamento, seria muito mais pesado, não teria como. Consigo adaptar o orçamento porque meus pais me ajudam.”

Além da economia, a boa convivência ajuda no dia a dia corrido das estudantes da UEL. Se inicialmente a república era uma necessidade para Maysa, hoje é uma escolha de vida.

 

 

Alice e Maysa são da cidade de Tatuí, no interior de São Paulo. As duas se conhecem desde o ensino médio, o que inicialmente facilitou a convivência. Para Alice, as colegas de apartamento se tornaram parte da família.

 

 

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