Renda complementar é um dos geradores do comércio de rua

Texto, fotos e áudio: Estela Maria

 

É no encontro das ruas Senador Souza Naves e Pará que Valdomiro Gonçalves Medero, 65, toca o seu negócio. Há 14 anos, em frente ao SAS (Sistema de Assistência à Saúde), Medero traz a carriola simples mas cheia de uvas, mexericas, bananas e morangos.

O comerciante explica que começou vendendo peixe há aproximadamente 17 anos. “Pescavam no [rio] Tibagi e negociavam comigo. Passava vendendo nas casas, um dia em Londrina, outro em Assaí e Uraí. Toda quarta e quinta. Vendia muito no camelódromo da rua Mato Grosso com a Sergipe. Saía melhor que fruta”, lembra.

 

FOTO 1 - LEGENDA - Complemento de renda é um dos principais geradores do comércio de rua

Complemento de renda é um dos principais geradores do comércio de rua em Londrina

 

Sem saber ao certo o motivo de ter trocado os peixes pelas frutas, Medero diz que no início andava com a carriola de frutas pelas ruas do centro de Londrina e que, em muitas ocasiões, teve os produtos confiscados ou roubados. A oportunidade de se fixar em um lugar surgiu quando um amigo, e também gerente de um comércio próximo de onde fica atualmente, deixou-o se instalar no local. “Ele dizia que não era para ninguém mexer comigo. Para me deixar quieto lá vendendo”, conta Medero.

Embora tenha conquistado muitos fregueses durante todos esses anos, Medero garante que as vendas já estiveram melhores. “Mas estou satisfeito. Não rende muito, porém dá para economizar e viver”, diz Medero, que agora aguarda o processo de sua aposentadoria para acrescentar um valor em sua renda mensal.

A situação é parecida para Gilberto Rodrigues, 64, que vende espetinhos de carne e frango ao lado de sua casa na região oeste de Londrina. Aposentado, há um ano Rodrigues optou por começar um comércio a fim de complementar sua renda. “Resolvi abrir um negócio porque a vida está difícil, não é? O que a gente ganha não dá para viver”, conta. Apesar do local escolhido ser bem movimentado por estar em frente a um supermercado, o comerciante relata que as vendas sofrem grandes oscilações. “Tem dia que dá bastante venda e dia que não dá nada, infelizmente”, lamenta.

 

FOTO 2 - LEGENDA - Sem clientes fixos, a renda complementar de Rodrigues é incerta

Sem clientes fixos, a renda complementar de Rodrigues é incerta

 

No princípio, quem cuidava do ponto e assava as carnes era um amigo seu. Rodrigues decidiu assumir o negócio depois do falecimento de sua esposa, em junho deste ano. “Estou querendo abrir outro negócio no lugar deste. Pretendo abrir um salão para aluguel e daí vou parar, não vou trabalhar mais, não. Já estou ficando de idade”, afirma.

Também em busca de aumentar sua renda, Ana Luísa Silva, 43, ingressou no comércio de rua há dois anos.

 

 

LEIA MAIS

Confira histórias inspiradoras de empreendedorismo

Empreender: solução para jovens criarem seus empregos

Mercado de produtos eróticos ganha espaço no Brasil

Produtores de Londrina investem em produtos alternativos

Reuso de containers vira tendência em Londrina

 

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s