Reuso de containers vira tendência em Londrina

Texto, foto e áudios: Bruna Corchelli

 

Empreendedores londrinenses estão apostando na arquitetura sustentável e investem em projetos construídos com containers, uma opção ecológica que viabiliza uma obra mais limpa, de fácil instalação e com baixos custos.

Essa tendência tem ganhado espaço nos projetos arquitetônicos de quiosques, lojas, restaurantes e bares, em razão de seu potencial ambientalmente correto, observa Luana Toralles, mestre em arquitetura e urbanismo pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). “O reuso dessa estrutura é viável graças à grande oferta de containers usados nos portos brasileiros, pois, segundo a legislação, eles devem ser descartados após uma década de uso no transporte de cargas marítimas”, explica.

A arquiteta justifica a utilização de containers como uma atitude sustentável por gerar menos resíduos, minimizar o impacto ambiental, proporcionar uma economia de recursos naturais na obra, além de exigir uma intervenção menos invasiva no terreno durante a fundação.

 

 

Paulo Takeshi, sócio e proprietário do Green Açaí, foi um dos primeiros a usar o container em loja comercial na cidade. Ele abriu o quiosque em 2013 e conta que conheceu o conceito de empresa sustentável em São Paulo, durante uma pós-graduação de gestão de negócios.

 

 

Takeshi explica que na época essa prática não era tão conhecida, por isso enfrentou dificuldade em relação à falta de legislação e de empresas que facilitassem a compra dessa estrutura. Por isso, os containers da primeira loja foram comprados em Itajaí, transportados para Londrina de caminhão e montados por ele e seu irmão, junto da supervisão de um arquiteto. Ele também diz que mesmo com essas dificuldades a obra foi finalizada em 90 dias, um período muito mais rápido do que se tivesse optado por uma estrutura de alvenaria.

 

FOTO 1 CRÉDITO REPORTAGEM

O uso do container, de mesas de carretéis usados e de bancos de madeira sugerem uma estética “eco-friendly” para o espaço

 

Além dessa agilidade construtiva, a vantagem do container está na alta durabilidade e no caráter flexivo que a estrutura oferece ao projeto, que pode ser facilmente modificado, ampliado ou deslocado, comenta o empresário.

 

 

Takeshi, agora com três unidades da loja em Londrina, defende que o container dialoga perfeitamente com a proposta de fornecer aos seus clientes um produto natural em um espaço verde e de estrutura “eco-friendly”. E ainda conclui que o objetivo continua “ser o mais ecológico possível” em seu empreendimento.

 

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