Vestibular da UEL e o sonho de quem busca ingressar na universidade

Texto, foto e áudio: Isabella Cavalheiro

 

Em 48 anos de existência, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) passou por muitas mudanças, principalmente no processo seletivo. Segundo a Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops), foram mais de cem edições de vestibulares durante todos esses anos.

Sandra Garcia, coordenadora da Cops, explica que a próxima grande mudança do vestibular será somente para provas futuras. A UEL vai realizar um seminário com oficinas e convocar professores da educação básica dos ensinos público e privado para atualização de conteúdos em 2020. “É uma adequação para orientar os professores a prepararem melhor ainda os candidatos”, comenta.

 

 

Nos últimos anos a UEL sofreu constantes cortes de investimentos. A não reposição no quadro dos funcionários é um dos problemas mais graves, pois dificulta e até paralisa algumas atividades. Segundo Sérgio de Carvalho, reitor da universidade, atualmente são mais de mil vagas entre servidores e docentes para serem repostas.

Apesar de todos os acontecimentos recentes, estudar na UEL ainda é o sonho de muitos estudantes. Em 2018, mais precisamente, 20.146 pessoas. Número total de inscritos para o vestibular 2019.

Rotinas

Aulas de segunda à sexta pela manhã, estudos em casa das 14h30 às 22h30 e, aos finais de semana, produzir pelo menos duas redações. Esta é a rotina de estudos de Giulia Gasparini, estudante do terceiro ano do ensino médio em Arapongas. Ela vai prestar medicina, curso mais concorrido para 2019, com 122 candidatos por vaga. Para ela, a concorrência assusta, mas o sonho de ser médica supera o medo. “Sou apaixonada por essa profissão e não me vejo fazendo outra coisa”, afirma.

O medo de se confrontar com números altos é um fator que a estudante tenta driblar. “Muitas vezes a ansiedade toma conta por saber o tamanho do desafio, mas um dos focos este ano foi trabalhar o controle do nervosismo. Vestibular também é um teste de controle mental.”

Já a persistência é o que move Gabriela Simonelli, que pela terceira vez vai prestar o vestibular da UEL. “Escolhi direito, pois tenho a expectativa de mudar alguns problemas que a sociedade vive.” Apesar das tentativas sem sucesso em provas anteriores, a vestibulanda afirma que vai insistir: “Gosto de ser persistente perante aos desafios, quero muito estudar e ter um diploma de direito na UEL, por isso não vou desistir”, ressalta.

 

FOTO 22

Mesa de estudos da estudante Gabriela; com aulas pela tarde, ela reserva parte da manhã e parte da noite para estudar sozinha

 

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