Flapt! reconhece importância da cultura local

Texto, fotos e vídeos: Leonardo Pedroso

 

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Maylon Libório, 21, é aluno da Vila Cultural Flapt! e participa de aulas de ilustração, teatro e canto

 

Valorização da cultura afro-brasileira popular e protagonismo na fruição de uma cultura local. Estes são os ideais da Vila Cultural Flapt!, organização que insere crianças e jovens da região norte de Londrina em atividades artísticas e culturais, com foco no folguedo Boi de Mamão e em festa tradicionais. A Flapt! é financiada pelo Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura) e proporciona atividades que transformam o cotidiano de alunos e professores.

Iniciada originalmente como a Organização dos Colaboradores da Gibiteca de Londrina, a história da Vila Cultural Flapt! tem início em 2001, com o empenho de ilustradores e professores da UEL (Universidade Estadual de Londrina) na formação de um espaço de criação de gibis, oficinas de desenho, diagramação e de leitura.

 

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Apesar de não ser o foco atual da instituição, as produções gráficas originais continuam sendo publicadas

 

Após o desenvolvimento de projetos e oficinas, a instituição passou por mudanças no ano de 2009, como a alteração de endereço (atualmente na rua Lino Sachetin, 498 – Conjunto Habitacional Luiz de Sá) e a admissão de Elena Andrei. A antropóloga – e apaixonada pelo mundo das artes gráficas – instalou a biblioteca comunitária Abdias Nascimento dentro da Vila Cultural Flapt! e congregou professores e artistas para desenvolver atividades culturais. Em 2015, Elena Andrei faleceu, deixando um legado importante para instituição.

 

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A professora Elena Andrei, falecida em 2015, disponibilizou um rico acervo de obras para a Vila Cultural Flapt!

 

Atualmente, nove membros fazem parte da equipe da vila. Entre eles, o presidente, Douglas Pinheiro, e a coordenadora Vanessa Nakadomari. A Flapt! trabalha simultaneamente com dois projetos. Um deles, chamado “Livros, Jogos e Saberes”, oferece atividades formativas para crianças e adolescentes por meio da leitura de livros e histórias. “Buscamos preencher lacunas do ensino regular dos alunos, tentando envolver criação de material artístico com a leitura”, relata Vanessa Nakamadori, coordenadora do projeto, que se diz transformada pela experiência na vila cultural.

 

 

A vila cultural oferece também atividades de teatro, ilustração, capoeira, hip-hop, forró, canto, samba de gafieira, dança do ventre e percussão para maracatu. “A Flapt! está aqui para resgatar o desejo dos jovens em se manifestar culturalmente”, reforça o presidente da vila cultural, Douglas Pinheiro.

 

 

O protagonismo nas produções culturais é o que inspira o aluno Maylon Libório, 21, a participar de diversas aulas da vila. Segundo Maylon, sua oficina favorita é a de teatro. “Quando estou ensaiando aqui, é como se fosse a minha segunda casa”, completa o aluno.

 

 

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