A importância do sistema de plantio direto no Brasil

Texto, fotos e áudios: Junior Azevedo

 

O Brasil é referência mundial no Sistema de Plantio Direto (SPD). Tudo isso é fruto do trabalho de um agricultor paranaense chamado Herbert Bartz, conhecido como o “pai do plantio direto”. O pioneirismo paranaense no assunto começou na década de 1970. Buscando melhorar a produção de alimentos prejudicados pela erosão, o agricultor viajou para os Estados Unidos com o objetivo de encontrar um mecanismo para solucionar o problema.

Após retornar ao Brasil, Bartz implantou o SPD nas suas lavouras em Rolândia (PR). Essa prática contou com o auxílio de maquinário americano, que consiste em plantar sem arar a terra, protegendo o solo do processo erosivo. Após aprimorar o uso do sistema, deu início à divulgação pelo país. Bartz se tornou, então, uma influência do assunto no Brasil, mostrando a tecnologia de proteção do solo aos agricultores.

 

FOTO 1

Solos contendo o uso do plantio direto no Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) de Londrina

 

De acordo com os dados de 2017 do censo agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o SPD é utilizado aproximadamente em 60% das áreas de lavouras do país, o que evidencia a importância dessa prática para o Brasil. No Paraná, o índice de lavouras é de 80%, incluindo na contagem as safras de cana.

Toda trajetória e legado de Bartz estão no livro “O Brasil Possível: A Biografia de Herbert Bartz”, escrito pelo jornalista Willian Santin e publicado no dia 10 de abril durante a Exposição Agropecuária de Londrina. Segundo o jornalista, o livro é um marco para a agricultura nacional, podendo servir de base entre agricultores e profissionais de hoje e de futuras gerações no debate sobre conservação do solo.

 

FOTO 2

Capa do livro “O Brasil Possível”: A Biografia de Herbert Bartz”

 

Bartz relembra como iniciou a implantação do SPD nas suas lavouras em Rolândia (PR) na década de 1970, explicando a importância da água para evitar a erosão.

 

 

Bartz destaca a importância dos agricultores para o sucesso do SPD, pois implantaram o sistema mesmo sem incentivos do governo.

 

 

Para Arnaldo Colozzi Filho, engenheiro agrônomo do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), a pressão que o estado recebe para a produção visando o comércio exterior serve de alerta para sistemas conservacionistas.

 

 

O engenheiro agrônomo do Iapar e consultor da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO-ONU), Rafael Fuentes Llanillo, destaca que a retirada dos terraços das plantações vem causando a volta da erosão dos solos no Paraná.

 

 

Visando diminuir os índices de erosão que vêm ameaçando as lavouras paranaenses, Fuentes ressalta que o trabalho tem que ser conjunto entre produtores e governo. “Não depende só dos agricultores.”

 

 

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