Seis em cada dez jovens têm interesse em fazer intercâmbio

Texto, foto, vídeo e áudio: Gabriella Mendes

 

Pesquisa do Instituto Datafolha de maio de 2018 demonstra que 62% dos jovens dos 16 aos 24 anos cobiçam viajar para o exterior – em comparativo o valor equivale à população de Minas Gerais. Os países mais procurados na pesquisa são os Estados Unidos (14%), Portugal (8%) e Canadá (3%). Essa procura pode ser reflexo do descontentamento com o cenário nacional, do interesse de se aprender uma língua estrangeira e da busca por amadurecimento e crescimento profissional.

O assessor de investimentos João Vitor Souto, 23, explica que o interesse em uma faculdade no exterior começou quando jogava tênis com 13 anos. “Era a minha opção para conciliar o esporte e a graduação.” Souto afirma que o amadurecimento que conquistou com a faculdade nos Estados Unidos valeu cada centavo e recomenda: “Não pense duas vezes em ir, é uma experiência única”.

 

FOTO SOUTO

João Vitor Souto com lembranças da faculdade onde estudou

 

O estudante de relações públicas João Victor de Oliveira, 23, optou por aprender inglês em uma escola no Canadá. Segundo a pesquisa Selo Belta 2017 divulgada pela Brazilian Educational & Language Travel Association (Belta), este é o principal objetivo quando o jovem procura um intercâmbio.

Foco no currículo

Outro dado relevante da última pesquisa é o aumento de 12% do investimento dos brasileiros em intercâmbio, atingindo a média de US$ 9.000. Segundo a presidente da Belta, Maura Leão, o dado reflete a procura por produtos voltados especificamente às áreas de atuação. “O brasileiro começou a considerar opções mais diversificadas e apostou em se especializar profissionalmente”, explica. Esta foi a escolha da estudante de agronomia Mariana Possobom, 22, que trabalha em uma fazenda-escola nos Estados Unidos. “A maioria das empresas do meu setor são multinacionais, então ser fluente em uma língua estrangeira é uma necessidade profissional.”

Morar fora

A experiência do intercâmbio foi tão positiva que a médica veterinária Arine Palandi, 31, decidiu continuar nos Estados Unidos depois de um programa de trainee pela Communicating for Agriculture Education Program (Caep). “A cidade que moro é pequena, estou inserida na cultural local, me sinto em casa.” A veterinária se diz realizada com todas as experiências e aconselha viajar com “o coração e a mente abertos”.

 

 

Outro tipo de intercâmbio é o voluntariado, produto oferecido pela Aiesec, como explica a diretora de vendas de Londrina Ana Beatriz Monteiro, 22.

 

 

LEIA MAIS

Confira histórias inspiradoras de empreendedorismo

Empreender: solução para jovens criarem seus empregos

Produtores de Londrina investem em produtos alternativos

Possível corte de bolsas em 2019 amplia desmonte na educação

Startups: um novo jeito de fazer coisas antigas

 

 

 

 

 

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s