Lugar de mulher é em qualquer lugar, inclusive no futebol

Texto, fotos, áudios e vídeos: Renata Sartori

 

O Brasil é o país do futebol e ninguém discorda disso. Mas quem acha que o futebol é “coisa de homem” está equivocado. Com muita competência, as mulheres vêm conquistando espaço dentro de campo e também fora dele. A preparadora física Samara Baccon, 27, é uma dessas mulheres que chegou para fazer a diferença no esporte, tornando-se a única a trabalhar em um clube filiado à FPF (Federação Paranaense de Futebol).

 

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Samara Baccon é preparadora física do REC há dois anos

 

Desde a juventude, na cidade de Jacarezinho (PR), a 155 km de Londrina, Samara gostava de esportes e praticava futsal. Na hora de prestar o vestibular, não teve dúvidas de que seu destino estava no esporte. Ela se formou em esporte e educação física pela UEL (Universidade Estadual de Londrina) e, em seguida, começou a trabalhar em uma academia até que, em agosto de 2016, foi convidada a ser preparadora física da categoria de base do REC (Rolândia Esporte Clube), time fundado em 1973 que foi reativado naquele ano. “Foi o primeiro clube que me deu oportunidade de trabalhar na área”, contou.

Dois anos se passaram desde que Samara chegou a essa posição, acumulando também a preparação física da equipe profissional, que atualmente chegou à segunda divisão do Campeonato Paranaense e não está em temporada de competição. “O novo projeto da equipe principal terá início em janeiro de 2019 e queremos conseguir o objetivo de colocar o REC na primeira divisão do Paranaense”, revelou Samara.

 

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Samara acompanha atletas da categoria de base do REC na preparação física

 

O treinador do REC, Dirceu Mattos, ressaltou que a preparadora física é uma profissional empenhada que conquistou respeito em sua posição, provando que as mulheres podem sim ocupar espaços no futebol.

 

 

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Dirceu e Samara conversam com os atletas durante treino

 

A dedicação e o profissionalismo de Samara também foram destacados por João Vitor Gubani, de 20 anos, jovem jogador do REC.

 

 

A preparadora física revelou como se sente ao trabalhar em posição de autoridade em meio a tantos homens.

 

 

Futebol e machismo

A trajetória de Samara no REC não foi fácil. Apesar de ser muito respeitada pela comissão técnica e atletas, ela relatou episódios em que sofreu pressão e cobrança simplesmente por ser mulher.

 

 

Mesmo com as dificuldades, Samara tem esperança de que o espaço feminino crescerá no esporte. “A posição da mulher no futebol está crescendo devagarinho, estamos subindo de degrau em degrau, mas tenho certeza que conseguiremos ocupar todas as posições dentro do futebol”, concluiu.

 

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