Paratleta londrinense é destaque no halterofilismo

Texto e áudios: Marcelo Silva

 

Márcia Menezes tinha 38 anos quando participou pela primeira vez de uma competição de halterofilismo, esporte também conhecido como levantamento de peso. “Participei meio que corrido. Não sabia nem como fazia, me ensinaram ali na hora e acabei pegando uma medalha de ouro. Na hora, me apaixonei pelo halterofilismo”, afirma Márcia, que já tinha praticado modalidades como atletismo, arremesso de peso e natação.

 

 

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A paratleta Márcia Menezes acumula medalhas em competições internacionais de halterofilismo (Crédito: Reprodução/Facebook)

 

Mais de uma década depois, a paratleta londrinense – que se tornou cadeirante por conta de uma poliomielite contraída na infância – acumula uma medalha de bronze do mundial da categoria de 2014, realizado em Dubai, nos Emirados Árabes, e outra dos Jogos Parapan-Americanos de 2015, sediados em Toronto, no Canadá. “Logo nos dois primeiros anos em que comecei a treinar em Itu [interior do estado de São Paulo, onde está localizado um dos centros de treinamento do país], consegui participar de sete competições. Sempre que converso com o Val [Valdecir Lopes, treinador de halterofilismo], digo que foram sete missões e sete medalhas de 2014 a 2016”, explica Márcia, hoje com 50 anos.

A halterofilista foi uma dos 286 atletas que representaram o Brasil nas Paraolimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. A medalha olímpica não veio, mas, em maio deste ano, ela conquistou o bronze no Campeonato Europeu, realizado na França, com a marca de 102 kg levantados.

Incentivo

Em Londrina, o Feipe (Fundo Especial de Incentivos a Projetos Esportivos) tem o objetivo de estimular a prática esportiva e formar atletas como Márcia Menezes. “Entre os programas do Feipe, existe um voltado a fomentar modalidades de pessoas com deficiência. Temos badminton, golbol, canoagem, halterofilismo, basquete de cadeira de rodas. Todos envolvidos no programa e destinados a deficientes físicos, visuais e intelectuais”, explica Claudemir Fattori, diretor técnico da FEL (Fundação de Esportes de Londrina). De acordo com ele, a participação no programa é gratuita e o interessado pode procurar uma instituição conveniada para se inscrever.

 

 

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