Vestibulandos apontam dificuldades para ingressar na universidade

Texto, foto e áudios: Mateus Rosa

 

Entre os 16 e 17 anos, milhões de jovens se veem diante do fim do ensino médio e de uma possível entrada no ensino superior, seja por meio do vestibular ou do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Mas não é um processo tão simples, e as reclamações são as mais diversas. Para muitos, o sonho de entrar em uma universidade pública e aprender a profissão que ama ainda parece distante, sentimento agravado por inúmeros fatores, como a rigorosidade das provas e a burocracia e a pressão que as antecipa.

Quando a estudante do 4º ano do ensino médio técnico em administração Rayssa Coutinho, 18, resolveu prestar o vestibular, não sabia quão difícil seria o processo seletivo antes mesmo da prova. Rayssa pretende cursar artes visuais na UEL (Universidade Estadual de Londrina), mas enfrentou dificuldades para conseguir a isenção na taxa da prova. “Eles pediram cópias originais de documentos não apenas meus, mas também de membros da família, além do histórico escolar desde o pré, coisa que muita gente acaba perdendo ao longo dos anos”, comenta a vestibulanda.

 

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Rayssa Coutinho teve dificuldades para conseguir isenção de taxa no vestibular da UEL

 

Bruno Santana, 18, também é estudante do último ano do ensino médio técnico e aponta a falta de discussão sobre cotas raciais dentro da sala de aula como uma falha nessa preparação para o vestibular. Bruno, assim como Rayssa, pretende ingressar na UEL no próximo ano, mas no curso de direito. O estudante também passou por dificuldades ao tentar conseguir a taxa de isenção do vestibular, e acabou optando por pagar os R$ 150 cobrado pela instituição, dinheiro utilizado para a impressão das provas e pagamento dos fiscais e corretores.

 

 

William Barbosa, 19, concluiu o ensino médio no Colégio Estadual Hugo Simas, na região central de Londrina. Para ele, os professores souberam trabalhar os assuntos mais recorrentes nas provas, sempre falando em salas de aula sobre a importância da graduação. “Tive muito apoio por parte de alguns professores”, lembra o estudante, que fez cursinho pré-vestibular e atualmente está no primeiro ano de enfermagem.

 

 

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