Conheça os restauradores de livros da Biblioteca Central da UEL

Texto, fotos, áudios e vídeos: Giovanni Porfírio

 

Paciência, habilidade e amor pela profissão. Estes são alguns dos pré-requisitos que Osny Francisco Terciotti considera como essenciais em seu trabalho. Ele é restaurador de livros da Biblioteca Central (BC) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), função que desempenha há 25 anos.

Osny começou como auxiliar de biblioteca e, na época, tinha contato com o pessoal especializado na função de pequenos reparos e higienização de livros. Foi então que começou a gostar da atividade e, de lá para cá, nunca mais parou. Por mês, colabora no ajuste de 25 a 30 livros dentre os 600 mil disponíveis para empréstimo. Para ele, tudo deve ser feito com o máximo de precisão possível.

 

 

FOTO BIBLIOTECA

Biblioteca Central da UEL: acervo contém mais de 600 mil livros à disposição dos alunos

 

O trabalho de restauração é totalmente artesanal e começa a partir de uma análise criteriosa do material danificado. Cada página recebe o devido cuidado para retornar às prateleiras.

 

 

Osny fez uma demonstração do trabalho que realiza com as peças especialmente para o PRETEXTO.

 

 

FOTO PÁGINA

Algumas páginas são reforçadas com fita crepe para serem colocadas de volta nos livros

 

Mas Osny não trabalha sozinho. O técnico em biblioteca Valdir de Aguiar também ajuda o restaurador no conserto dos livros. No cargo desde 1990, para ele, não existe livro impossível de ser reparado.

 

 

FOTO MATERIAIS

Tesoura e régua são alguns dos principais materiais utilizados no trabalho de restauração

 

Em 28 anos de trabalho, Valdir teve contato com inúmeros casos de conserto de livros, o que também lhe rendeu boas histórias.

 

 

A função dos restauradores tem como foco principal livros que estão em constante circulação e que não demandam muito trabalho para serem reparados. Aqui, estão incluídos casos de obras com folhas rasgadas ou soltas. Segundo Ilda Cortezão, secretária-executiva da Biblioteca Central, é preciso seguir alguns critérios antes que esses livros sigam para a restauração, como aqueles que não costumam ser emprestados com frequência.

 

 

Por sua vez, coleções com maior grau de danificação recebem um cuidado especial, como em casos nos quais o livro precisa de uma nova encadernação. Para isso, foi firmado um convênio entre a biblioteca e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UEL (Fauel) que terceiriza esse trabalho, feito fora da universidade. Os recursos destinados para esse fim provêm dos próprios alunos.

 

 

Só em 2017, 1.395 livros foram encadernados em todo o sistema de bibliotecas da UEL. Para que a coleção se mantenha sempre conservada, é preciso também um cuidado especial dos materiais por parte dos alunos, como não expô-los à chuva.

 

 

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