Crematórios pet: um modo para lidar com a morte de animais

Texto, foto, áudio e vídeo: Matheus Zampieri

 

Os animais de estimação são companheiros que ficam juntos de seus donos por muitos anos, trazendo alegria às suas vidas e se tornando membros da família. Mas, inevitavelmente, chega o dia em que esses queridos companheiros falecem. Nesse momento, além de suportar a tristeza pela perda de seus grandes amigos, os donos precisam definir o que será feito com o corpo do animal.

Hoje em dia, a maioria das pessoas ainda opta por enterrar seus pets. Na cidade de São Paulo, por exemplo, 60% dos animais domésticos mortos são depositados em quintais, terrenos baldios, lotes, jardins e sítios, segundo o Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP). Em decomposição, os corpos podem contaminar o solo, os lençóis freáticos e ainda propagar doenças como o tétano e a hepatite. Uma alternativa para esse problema é a cremação, visto que as cinzas não oferecem riscos à saúde pública e ainda podem servir como adubo.

Segundo Marcelo de Oliveira, gerente da unidade de Londrina do crematório de animais domésticos Estrelinhas no Céu, um dos principais fatores que levam os donos de pets a optarem pela cremação é o sentimento de afeto que nutrem pelo companheiro: “O amor que os donos sentem pelos seus pets é tão grande que os leva a querer ter as cinzas dos bichinhos guardadas ao invés de simplesmente enterrá-los em qualquer lugar”, afirmou.

 

Foto - Marcelo de Oliveira

Marcelo de Oliveira, gerente do crematório Estrelinhas no Céu de Londrina

 

Além disso, outro fator que pesa na escolha das pessoas pela cremação é a praticidade. “Muitas pessoas que vivem em apartamento nos procuram justamente por não terem um lugar para enterrar o animal”, destacou Oliveira.

O Estrelinhas no Céu atende a cerca de 300 clientes por mês. Segundo Oliveira, esse número vem aumentando cada vez mais: “É um mercado que está crescendo. A cada mês que passa, temos novos clientes. É claro que é difícil lidar com pessoas que estão passando por uma situação tão triste, mas nos orgulhamos de oferecer um serviço de qualidade e respeitoso no momento em que mais é preciso.”

Uma dessas novas clientes é a advogada Ana Paula Donini, de 41 anos, que foi dona de uma cadela maltês chamada Luna por 17 anos.

 

 

Após passar por um problema renal, Luna faleceu aos 17 anos. Ana Paula revelou que optou pela cremação por considerá-la uma forma de preservar a memória de sua companheira.

 

 

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