‘Pokémon GO’: londrinenses ainda saem para caçar monstrinhos

Texto e vídeo: Mateus Reginato

 

Quando “Pokémon GO” foi lançado, em agosto de 2016, virou uma febre mundial, com centenas – até milhares – jogando juntos pelas ruas. Sim, pelas ruas. O jogo utiliza um sistema de realidade aumentada, que, aliado ao GPS dos celulares, permite que as pessoas cacem pokémon pelas ruas, transformando em realidade o sonho de muitos fãs da franquia: ser um treinador pokémon.

Mas o fenômeno não durou tanto tempo. Poucos depois, o número de jogadores caiu drasticamente, principalmente devido à falta de novidades no jogo por parte da Niantic, desenvolvedora do game.

 

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O Centro de Londrina é uma das referências para os encontros entre jogadores de “Pokémon GO” (Crédito: Felipe Dorta)

 

Desde o começo deste ano, o número de jogadores de “Pokémon GO” voltou a crescer. Em junho, o jogo registrou o maior número de usuários desde seu lançamento, com 147 milhões de pessoas. As novidades são o principal motivo para isso. O analista de sistemas Maurício Shigueoka, 27, começou a jogar “Pokémon GO” no dia do lançamento, mas logo desinstalou o game. Voltou a jogar em abril principalmente por causa das novas mecânicas do jogo e, desde então, não deixou de jogar por um dia sequer, como ele mesmo diz.

 

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Aos 27 anos, Maurício Shigueoka é um dos aficionados por “Pokémon GO”; desde abril, não deixou de jogar sequer por um dia (Crédito: Mateus Reginato)

 

Maurício tem um grupo no WhatsApp com alguns amigos para falar somente sobre “Pokémon GO”. Lá, combinam quando e onde se encontrar para jogar juntos. “O que mais gosto no jogo é de encontrar com o pessoal, trocar uma ideia rápida e jogar. Não gosto de ficar em casa no videogame, gosto de sair e andar.” Maurício conversou com o PRETEXTO em uma segunda-feira, às 14h, logo depois de se reunir com mais oito amigos para uma batalha no jogo. Alguns usavam dois celulares, outros apressavam o grupo porque precisavam trabalhar.

Jorge Souza, 25, é outro dos jogadores hardcore de “Pokémon GO”. No jogo, o estudante de nutrição atende pelo nome de HOHoldMyPoodle, uma alusão ao filme “As Branquelas”, e está no nível 40, o nível máximo. “Sou viciado em ‘Pokémon GO’. Já cheguei a sair do trabalho para jogar, já peguei Uber só para buscar um pokémon do outro lado da cidade.”

Souza costuma jogar com seu amigo Thiago dos Santos, 21, outro dos “viciados”. Diferentemente da maioria dos jogadores, Santos não parou de jogar desde o lançamento. “No começo eu jogava casualmente, mas agora jogo umas duas horas por dia. Conheci Londrina jogando, não tenho mais tanto medo de andar à noite.”

 

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Adultos representam grande parte da comunidade de “Pokémon GO”; em Londrina, alguns chegam a sair do trabalho para jogar (Crédito: Mateus Reginato)

 

Muitos dos encontros são combinados por WhatsApp. O grupo “Pokémon Go Londrina” reúne 148 membros, quase todos adultos, que se comunicam o dia todo, compartilhando desde a localização de pokémon raros pela cidade até novidades dentro do jogo.

 

 

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