Escola de Londrina incentiva a iniciação científica entre jovens

Texto, foto e áudio: Heloisa Keiko

 

A iniciação científica é uma prática muito comum em universidades, mas raramente é incentivada no ensino básico. Não é o caso de um colégio de Londrina, que possui a disciplina como parte do currículo obrigatório a ser cumprido por estudantes até o 9º ano que, para se formarem, devem apresentar uma monografia sobre seu projeto científico. Apesar disso, muitos estudantes continuam desenvolvendo seus projetos no ensino médio, mesmo sem a obrigatoriedade da escola.

É o caso de Maria Vitória Valoto, 18, que se formou no colégio no ano passado. Ela estudou no local desde o 3º ano do ensino fundamental I e desenvolveu projetos científicos desde pequena. Mas foi no ensino médio que ela descobriu seu verdadeiro amor pela ciência: passou a desenvolver projetos de grande relevância, como seu trabalho mais recente, que busca um tratamento para a candidíase, doença muito comum entre mulheres, e que a levou para eventos científicos em países como os Estados Unidos, Sérvia e Israel. Além disso, a estudante conquistou diversos prêmios e é a primeira mulher brasileira a participar por três vezes consecutivas da maior feira de ciências pré-universitária do mundo: a Intel/ISEF. Essas experiências tiveram grande influência nas decisões profissionais de Maria Vitória, que decidiu seguir carreira de cientista.

 

 

Foto Maria Vitória

Com apenas 18 anos, Maria Vitória Valoto já viajou o mundo por meio da ciência

 

Segundo Leonardo Fernandez, professor de biologia e coordenador da iniciação científica do colégio, a pesquisa no ensino básico estimula, nos estudantes, habilidades investigativas e valores como responsabilidade e tomada de decisões. “Além disso, temos observado uma evolução no rendimento escolar dos alunos, e também uma maior participação nas atividades da escola e o desenvolvimento da autonomia crítica”, completa. Para o professor, as vantagens não se restringem apenas aos alunos – mas, também, podem ser sentidas na comunidade, já que os projetos buscam solucionar problemas do dia a dia. “A pesquisa se torna muito mais do que a construção de um novo conhecimento, mas de benefícios e desafios em busca de soluções para a sociedade, trazendo o enriquecimento na formação do estudante não só na vida escolar, mas, também, o crescimento pessoal dos alunos.”

 

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