Tiro com arco melhora postura, estresse e até autoestima

Texto, fotos, áudio e vídeo: Isabela Torezan

 

Apesar de ser modalidade olímpica, o tiro com arco é mais lembrado por filmes de aventura do que como um esporte. A prática chegou ao Brasil na década de 1950, mas até hoje permanece pouco conhecida. “É um esporte que sempre achei muito interessante, acho muito elegante, e é uma coisa bem diferente, porque no Brasil não é um esporte muito popular”, diz Giovana Gorini, 21, ao explicar por que escolheu o tiro com arco. Ela treina desde dezembro de 2017, a convite do padrinho, que também pratica. Começou com um arco emprestado e hoje tem seu próprio equipamento: arco de madeira, um conjunto de flechas de carbono, protetor de braço e dedeira. “É uma coisa muito relaxante, também”, diz Giovana, para quem os treinos ajudaram a suportar o estresse da preparação para o vestibular, além de terem melhorado sua postura, prejudicada pelas horas sentada estudando.

 

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Conjunto de flechas de carbono usadas por Giovana nos treinos

 

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Giovana durante treino de tiro com arco

 

Pode não parecer, mas a técnica exige bastante preparo físico, principalmente força dos braços e postura correta. Existem outros tipos de arco, além do tradicional de madeira, como o arco olímpico (usado por competidores) e arco composto. Os modelos de flechas também variam, e alguns dos equipamentos usados no esporte precisam ser importados. Afonso Ogawa treina o grupo de tiro com arco do qual Giovana participa. Ele pratica o esporte desde 2013 e esteve sempre entre os quatro melhores nas competições de que já participou.

 

 

Os treinos são em um espaço aberto e a regra básica são as palavras “tiro”, usada para indicar que todos podem começar a atirar, e “flecha”, gritada para indicar que todos devem soltar o arco e ir buscar as flechas presas nos alvos. Sem o comando de “tiro”, é proibido tirar a flecha da aljava, para evitar acidentes. A postura correta exige colocar-se em 90º em relação ao alvo e girar apenas os braços e a cabeça. Iniciantes usam arcos mais leves, porque o peso torna difícil segurá-lo enquanto a corda é puxada. A reportagem experimentou um arco de peso médio e aguentou apenas dois tiros: para quem nunca atirou, falta a força necessária. Priscila Otsuka, 36, que atira há um ano e já participou de competições, diz que o esporte trabalha também a confiança e conscientização corporal. “Tem bastante mulheres agora, entrando. A nossa equipe aqui do Paraná é uma das que tem mais mulheres. É uma prática mais masculina, mas acho que ajuda bastante a gente, com autoestima, autoconhecimento.”

 

 

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