Centro Comercial: marco histórico e paisagístico de Londrina

Texto, foto e áudio: Mateus Rosa

 

Inaugurado na década de 1960, o Centro Comercial ainda hoje é referência visual para quem conhece Londrina. Três torres, nas cores amarelo, verde e rosa – uma torre para cada cor. É impossível não associar essa pequena descrição aos prédios localizados de frente para a Concha Acústica, na rua Piauí.

Apesar do nome, o Centro Comercial não é exclusivamente um lugar de comércio e negócios. As três torres são residenciais, ligadas na base a uma galeria comercial de dois níveis, e cada uma delas possui uma estrutura específica, na quantidade de apartamentos por andar e, consequentemente, no tamanho dos mesmos.

O complexo é um marco histórico por ser um dos maiores símbolos da verticalização precoce da cidade. Fruto da ousadia do engenheiro Américo Sato, que foi taxado como aventureiro por querer erguer tamanha estrutura em um pequeno município do interior. E deu certo: algumas décadas atrás, o Centro Comercial era considerado o grande shopping do norte do Paraná.

Anteriormente visto como prédio da alta sociedade londrinense, onde moraram até mesmo os ex-governadores José e Beto Richa, o Centro Comercial atualmente é abrigo de pequenos estabelecimentos, geralmente mantidos por pessoas que também vivem no complexo.

Lucílio Anacleto foi o primeiro morador do edifício e é dono do mais antigo estabelecimento da galeria, o Bar Estoril, em funcionamento desde 1962.

 

 

Construída na década de 1960 e utilizada para incinerar o lixo do prédio, uma chaminé atualmente está ligada a uma churrasqueira do bar de seo Lucílio. Com 80 metros de altura, é provável que ela seja a maior chaminé de churrasqueira do mundo, escondida dentro da torre verde, a do meio.

Salões de beleza, bares, banca de revista, lojas de roupa… são vários os tipos de serviços oferecidos dentro do Centro Comercial, e boa parte está presente ali há décadas. É o caso de José Donizete Sales, que trabalha no mesmo espaço desde 1985. “É muita história. Se gravasse tudo o que a gente ouve aqui, dava pra escrever um livro”, comenta o cabeleireiro.

 

DONIZETE

Cabeleireiro José Donizete atua no Centro Comercial há mais de 30 anos

 

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