Londrina na tela grande: produção local de cinema se destaca

Texto: Marcelo Silva

 

Londrina tem sido berço das mais variadas produções, incluindo longas-metragens, curtas e documentários. Os temas também são múltiplos: do reencontro de um ex-piloto com o seu passado ao cotidiano dos índios caingangues.

 

Imagem 1 - Leste Oeste

Cena de “Leste Oeste”, vencedor dos prêmios de Melhor Ator (para Felipe Kannenberg) e Melhor Atriz (Simone Illiescu) no Festival Audiovisual de Pernambuco (Cine PE) (Crédito: Reprodução/Facebook)

 

Com mais de uma década de experiência, o cineasta e sócio da produtora Kinopus Rodrigo Grota, de 39 anos, é uma referência na região. Ele já conquistou mais de 50 prêmios em festivais de cinema nacionais e internacionais. Em 2016, Grota lançou o longa de ficção “Leste Oeste”, vencedor de dois prêmios no Festival Audiovisual de Pernambuco (Cine PE) daquele ano.

 

 

Seu mais recente projeto, o documentário “Isto (Não) É um Assalto”, baseado no famoso roubo ao Banco Banestado em Londrina, em 1987, tem pré-estreia prevista para o mês de novembro. Durante as entrevistas que fez com os envolvidos no assalto, a reação de cada um deles foi o que mais chamou a atenção do cineasta.

 

 

Na opinião de Grota, as oportunidades para quem quer fazer cinema hoje são muito maiores do que no passado. “Não diria que é mais fácil, mas, para quem está começando agora [a fazer filmes], o acesso é muito mais amplo do que antes”, afirma. Ele explica que “as produtoras da cidade têm equipamentos melhores, já há uma política de audiovisual consolidada em nível federal e também municipal e é possível encontrar profissionais com mais experiência para trocar informações e conselhos.”

Memória local

O cineasta Luis Henrique Mioto, de 34 anos, foi um dos fundadores do cineclube Ahoramágica, que surgiu em 2004 como fruto da parceria entre centros acadêmicos da Universidade Estadual de Londrina (UEL). “O cineclube é uma forma de estudar, conhecer e divulgar produções bem diferentes das que são exibidas nos cinemas comerciais”, afirma Mioto. Já os filmes produzidos pelo grupo têm como foco “a memória local em conjunto com a criação artística, poética”. Um exemplo é o documentário “Ẽg ῖn: Nossa Casa, de 2016, que retrata o cotidiano dos caingangues na Reserva do Apucaraninha. O projeto teve a participação direta de oito indígenas, que manusearam os equipamentos de filmagem – o material adquirido para a produção do documentário, incluindo uma câmera profissional, ficou para a comunidade. “Nosso projeto não é só ensinar a filmar, mas também ensinar a captar recursos, a compreender e discutir a memória”, declara Mioto.

 

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