Cosplayers e gamers: visitando o universo geek

Texto e vídeo: Ana Carla Dias

 

Foi deixada para trás aquela ideia estereotipada que existia dos nerds: agora esse estilo virou moda. O poder de consumo gerado por influência de super-heróis, histórias em quadrinhos e videogames trouxe amantes e profissionais para área da cultura pop.

Fantasia, disfarce, performance, esses são alguns dos termos que podemos encontrar ao procurar sobre cosplayers. A palavra cosplay é uma abreviação resultante de “costume play”, que seria o hábito de representar um caráter.

A prática ainda é mais comum e conhecida pelo público jovem, pelo fato de estar ligado a uma cultura pop e também ao mundo geek. Os desenhos, as séries e os filmes são fontes inspiradoras com personagens lúdicos que acabam se tornando os queridinhos de quem pratica o cosplay.

Os eventos para cosplay que contêm apresentações, competições de melhor caracterização e originalidade na atuação do personagem são poucos. Geralmente também estão ligados ao mundo dos videogames, no qual hoje já se encontra a profissionalização de pessoas nessa área.  Ser um gamer já está no mundo dos esportes.

Roberto Santos, 46, é professor de língua portuguesa e inglesa, mas também trabalha como cosplay há seis anos. Ele não tem seu personagem favorito, por isso busca estar se atualizando: “A gente vai variando de acordo com o momento do personagem na mídia.”

Os eventos geeks recebem muitos participantes somente na busca por entretenimento, curiosidade e diversão. Porém, hoje já é um mercado que recebe olhares de investimento, já que o geek busca informações detalhadas sobre os temas que lhe interessam. Assim, adquirem produtos que são relacionados aos seus filmes/desenhos favoritos, como canecas, chaveiros, miniaturas de personagens ou suas vestimentas.

O artesão Sacha, 30, é um dos que aproveitam a feira para vender seus produtos. Formado na área de computação, sempre gostou de temas voltados ao mundo tecnológico e hoje produz origamis de personagens da série fílmica “Star Wars”: “Os eventos são bem legais, no meu caso também é trabalho, mas acabo que estou em meio à cultura que eu gosto”.

 

 

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