Programa Idiomas sem Fronteiras auxilia na internacionalização da UEL

Texto, foto e áudios: Bruna Corchelli

 

Criado em 2012 pelo Governo Federal, o Idiomas sem Fronteiras (IsF) promove a internacionalização do ensino superior brasileiro com a oferta de cursos gratuitos de língua estrangeira e a aplicação de exames de proficiência à comunidade acadêmica. O programa atua na Universidade Estadual de Londrina (UEL) desde 2015 e oferece turmas mensais de inglês, espanhol, italiano e português (este só para estrangeiros).

 

Foto Marluce

“O programa tornou-se uma importante iniciativa para auxiliar no processo de internacionalização e para contribuir com o desenvolvimento de uma política linguística nas universidades brasileiras”, explica a coordenadora do IsF da UEL, Marluce Fagotti de Paiva.

 

Marluce Fagotti de Paiva, coordenadora geral do IsF na UEL, explica que o programa é herdeiro do Ciências Sem Fronteiras, que permitia que estudantes fizessem mobilidade no exterior por até um ano. Também conta que a UEL entrou no programa em 2015, aplicando o TOEFL ITP, exame de proficiência em língua inglesa, para alunos que desejam fazer intercâmbio acadêmico em outro país. Somente em setembro de 2017 que se tornou um Núcleo de Idiomas (NucLi), que permitiu a oferta de cursos presenciais gratuitos de línguas inglesa, espanhola e italiana, além de português para falantes de outros idiomas.

 

 

A coordenadora aponta que mensalmente são ofertadas 18 turmas, com 25 vagas cada, com objetivo de fornecer o conhecimento acadêmico da língua ao aluno. Ela esclarece que podem participar estudantes, técnicos e docentes da UEL, além de professores da educação básica. As inscrições devem ser realizadas pelo site do Ministério da Educação (MEC) destinado ao programa: isf.mec.gov.br.

 

 

Segundo Marluce, cerca de 700 alunos participaram do IsF na UEL desde o seu início até setembro deste ano, entretanto, afirma que poderia ter recebido até 2.500 alunos durante esse período. “Acredito que a oferta do programa ainda não é de conhecimento de todos, então temos buscado reconhecimento na universidade através de divulgação por listas de emails, Facebook e Instagram”, ressalta.

Maria Paula Pereira, professora de inglês do IsF na UEL, conta que a equipe docente é formada por estudantes bolsistas da graduação de letras. Ela explica que há encontros semanais entre eles que, junto do coordenador de cada idioma, produzem os materiais didáticos.

 

 

Ela também comenta o diferencial do programa, que oferta a possibilidade de trabalhar a língua com propósitos específicos, por exemplo as aulas de preparatório para o TOEFL ITP, produção escrita acadêmica e compreensão oral. “É um estimulo à mobilidade da comunidade acadêmica, percebemos que os alunos que participam das aulas geralmente querem estudar fora, mas não sabem como se preparar ou por onde começar”, aponta.

 

 

A professora ainda ressalta que o IsF não prepara somente o aluno para estudar fora, mas também desenvolve uma estrutura para receber alunos estrangeiros, o que também faz parte do processo de internacionalização da universidade.

 

LEIA MAIS

Entre reformas tecnicistas, voluntariado reforça autonomia nas escolas

Estudantes cegos se esforçam para acompanhar as aulas usando o braile

Laboratórios da UEL desenvolvem pesquisas na área da saúde

Onde estão os professores negros nas universidades?

Seis em cada dez jovens têm interesse em fazer intercâmbio

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s