O dia a dia de quem convive com a fibromialgia

Texto, fotos, áudios e vídeos: Giovanni Porfírio

 

Dor e incapacidade de fazer atividades comuns do cotidiano. Esta é a rotina da arquiteta Fernanda Fugivala, de 24 anos, diagnosticada em 2016 com fibromialgia. Considerada como doença a partir do início da década de 1990, ainda não tem uma causa definida e se manifesta através de uma dor localizada ou generalizada no corpo, que pode demorar muito tempo até ser descoberta. Fernanda, por exemplo, conviveu com os sintomas durante sete anos até saber do que se tratava.

 

 

FOTO FERNANDA 1

Fortes dores nas costas: um dos principais sintomas da fibromialgia

 

Com as crises cada vez mais recorrentes, a síndrome começou a interferir negativamente nas atividades diárias da hoje arquiteta, como ir para a faculdade ou trabalho.

 

 

Em um desses períodos em que a doença se manifestou com mais intensidade, Fernanda chegou até mesmo a abandonar o estágio remunerado que fazia.

 

 

FOTO FERNANDA 2

“É uma dor que se mistura com os sentimentos. A gente não tem controle.”

 

Segundo Margarida Carvalho, médica reumatologista especializada em tratar casos como o de Fernanda, a fibromialgia pode se apresentar de duas formas: a primária e a secundária.

 

 

O problema ganhou repercussão depois que a cantora Lady Gaga cancelou o show que faria no festival Rock in Rio, no Brasil, em 2017 devido a complicações causadas pela fibromialgia. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a doença atinge cerca de 2,5% da população brasileira, sendo encontrada na maior parte dos casos em mulheres. Ainda conforme alguns estudos, a fibromialgia não é considerada hereditária.

 

 

Quanto mais tarde a doença é descoberta, mais demorada é a resposta ao tratamento. Por isso, o diagnóstico precoce é primordial para a melhora do paciente.

 

 

Além dos medicamentos indicados para o controle da dor, as reações causadas pela fibromialgia podem ser minimizadas pela prática de exercícios físicos diários, juntamente de uma alimentação balanceada.

 

 

Depois da descoberta da fibromialgia, Fernanda mudou seu estilo de vida e passou a incluir alguns hábitos saudáveis. Um deles é a prática de atividades alternativas como aromaterapia, massoterapia, acupuntura e yoga. Contudo, para que o fibromiálgico tenha sucesso em seu tratamento, é preciso aceitar o problema, observar-se mais no dia a dia e não desistir dos cuidados.

 

 

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