Economia solidária: uma alternativa possível

Texto, fotos e áudios: César H.S. Rezende

 

Solidariedade e cooperação. São estes os pilares da chamada economia solidária. A proposta consiste na associação entre indivíduos com fins de produção, comércio, consumo ou de poupança coletiva, uma iniciativa que ganhou força nos últimos 30 anos.

Segundo dados do levantamento realizado pela Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes) de 2014, existiam no Brasil 19.708 Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) naquele ano. O estudo ainda ressalta que, dentre os fatores que levam à criação desses empreendimentos, destacam-se o desemprego e a exclusão social.

Para o professor de economia Luís Miguel Luzio dos Santos, a economia solidária é uma forma de resposta ao sistema capitalista, baseado no lucro e no individualismo. É um negócio coletivo à medida que valores como autogestão, equidade e sustentabilidade permeiam todo o processo.

 

 

As tomadas de decisão são um diferencial nesse tipo de organização. Dessa forma, tudo é decidido em conselho através de deliberações, e todos aqueles que fazem parte do grupo têm poder de voto.

 

 

Em Londrina, a Comunidade das 12 Tribos é um dos exemplos desse modelo de economia. Ainda que os ideais de costumes tenham um cunho religioso, a questão econômica se fundamenta no princípio da coletividade. Dentre os produtos comercializados estão chás, pães e azeites. Além disso, há um restaurante que é gerido pelos moradores. “Todos aqui têm uma função, atuamos como um corpo e todos têm as suas necessidades supridas”, destaca Aram (os moradores são rebatizados com nomes hebraicos quando passam a fazer parte do grupo), morador e responsável pela parte comercial da comunidade.

Santos ressalta que há outros modelos de economia solidária, como o cooperativismo, a associação e o negócio social. Ele ainda pondera que, por ser uma alternativa inserida num sistema capitalista, o modelo não está imune a contratempos. “Muitas vezes as organizações perdem alguns princípios, seja porque ficaram grandes demais, seja por uma questão de sobrevivência mesmo. Nesses casos, o mais importante é ter consciência das ações, afinal, essas economias não estão isentas de imperfeições.”

 

Foto 01 - Fachada da comunidade

A Comunidade das 12 Tribos é um dos exemplos de economia solidária presentes na cidade de Londrina

 

Foto 02 - Restaurante

O cardápio da comunidade é baseado nos produtos cultivados pelo grupo

 

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