Independentes de um dom natural, aulas de canto são para todos

Texto, foto e áudios: Isabela Torezan

 

 

Talvez você seja cantor profissional, ou cante com amigos, ou secretamente no chuveiro, quando ninguém vai ouvir. Essa última categoria é dos que acreditam que é preciso um dom natural para cantar, uma “voz boa”. Paulo Vitor Poloni, professor de canto com licenciatura em música, é contra essa exigência. Ele dá aulas desde que estava no ensino médio, estuda música desde a infância e canta desde a adolescência.

 

 

Segundo Poloni, há, na verdade, um senso estético comum ao qual fomos acostumados e que define alguns tipos de vozes como “bons”. A classificação das vozes (graves, barítonos e tenores, em homens, e contraltos, mezzos e sopranos, em mulheres) vem da música erudita e é apenas uma característica pessoal. Na música popular brasileira, estudada por Poloni, “todas as vozes têm beleza e podem cantar”, o que é diferente na ópera, por exemplo, na qual cada papel só pode ser interpretado por um determinado tipo de voz.

 

 

Nas aulas de canto, que podem ser em grupo ou individual, é muito importante a musicalidade, porque um dos principais aprendizados é escutar uma nota e conseguir reproduzi-la com a voz. Em aulas de técnica vocal individuais, os alunos têm sua voz classificada e aprendem a conhecê-la melhor. Já nas aulas em grupo, a se escutar em conjunto com os outros e a combinar sua voz com as demais.

Marise Gomes Corrêa, 58, é professora de matemática e faz aulas de canto há três anos e meio (ela é contralto). No começo, tinha muitas dificuldades e ainda se considera em processo de aprendizado, mas conta que agora perdeu a inibição em cantar e já consegue “se ouvir”. Ela faz aulas individuais e no dia da entrevista participava de uma aula de canto em grupo de músicas de samba.

 

 

FOTO

Marise Corrêa e o professor de canto Paulo Vitor Poloni

 

Poloni diz que a maior dificuldade dos alunos é a troca de registro, que é trocar da voz com que falamos (voz de peito) para uma voz mais aguda (voz de cabeça). O professor tem como referências uma lista extensa de cantores brasileiros, mas seus dois ícones são Milton Nascimento e Mônica Salmaso.

 

 

Mariana Bianchini, 22, canta desde pequena, escreve suas próprias músicas e sempre sonhou em ser cantora profissional. Suas referências são cantores pop e sua principal inspiração é Taylor Swift. Ela diz que a cantora usa a música da mesma forma que ela: para expressar sentimentos.

 

 

Confira Mariana cantando “Consequences”, conhecida na voz de Camila Cabello.

 

 

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