Sumô: desafios existem dentro e fora dos ringues

Texto, áudios e vídeo: Fernando Buchhorn Jr.

 

Deixar ou interromper uma carreira por falta de dinheiro. Quantos atletas já tiveram que passar por essa dura realidade no esporte nacional? E se a lida não é fácil em esportes mais populares, como vôlei, basquete e handebol, imagine para um lutador de sumô.

Dono de cinco títulos brasileiros na categoria júnior, sete na categoria adulto e 3º lugar nas categorias juvenil e adulto do campeonato mundial, Rui Aparecido de Sá Júnior, 24, sabe bem o que é passar por isso. Único sumotori londrinense em atividade, Rui sentiu na pele o que é ficar fora de uma competição por motivos financeiros. O atleta não pôde participar do Campeonato Mundial de Taiwan, realizado em julho deste ano, mesmo tendo se classificado para a competição.

 

 

Foto 1

O sumotori Rui começou a lutar com 12 anos e já participou de quatro campeonatos mundiais, três sul-americanos e 12 brasileiros (Crédito: Fernando Buchhorn Jr.)

 

Há 12 anos lutando, Rui começou a treinar na Associação Kaiko, uma academia londrinense que ganhou destaque nacional e mundial no esporte. Além da melhor equipe feminina de sumô do Brasil, a Kaiko criou a primeira academia de sumô do mundo destinada somente para mulheres.

O atleta treinou em Londrina de 2006 a 2015, quando, por motivos também financeiros, a associação foi fechada. Desde então, Rui tem se esforçado para treinar em São Paulo uma vez ao mês com a seleção brasileira. Ele lamenta que a rotina esteja pesando no bolso. Não pelo esporte em si, mas pelos custos da viagem.

 

 

Hoje, próximo de se aposentar no esporte por conta da idade, o sumotori confessa que não vê muitas perspectivas para seguir lutando, embora queira encerrar oficialmente sua carreira no próximo mundial, em 2019, no Havaí.

 

 

O sumô

O sumô é uma arte marcial na qual o objetivo é forçar o outro lutador para fora de um ringue circular, o dohyo, ou tocar o solo com qualquer parte do corpo que não as solas dos pés. Não são permitidos socos e chutes. O esporte se originou no Japão, o único país no qual é praticado profissionalmente. Embora os torneios durem normalmente 15 dias por lá, uma luta dura alguns minutos ou até segundos, podendo o juiz dar uma pausa caso ultrapasse quatro minutos. É também a primeira arte marcial a usar recurso de vídeo nas competições profissionais.

 

 

Veja abaixo mais fotos do arquivo pessoal de Rui.

Foto 3

Foto 4

Foto 6

Foto 5

Foto 7

(Crédito: arquivo pessoal)

 

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