De janeiro a janeiro, campanhas das cores levam saúde às empresas

Texto e áudios: Pamella Basseti

 

 

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Palácio do Planalto, em Brasília, recebe iluminação para a campanha do Novembro Azul (Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil)

 

Provavelmente, você já ouviu falar do outubro rosa ou do novembro azul, mas, talvez, não saiba que é possível colorir todo o calendário com campanhas de prevenção à saúde. A associação das cores aos meses se tornou uma ferramenta de conscientização que aborda o tratamento e a prevenção de várias doenças. As campanhas começaram com o  outubro rosa – prevenção ao câncer de mama – na década de 1990, quando o laço cor-de-rosa, símbolo da campanha, foi entregue aos participantes da corrida da cura, na cidade de Nova York. De lá pra cá, outras ações foram acontecendo: veio o novembro azul, conscientizando os homens sobre o câncer de próstata e, recentemente, o setembro amarelo amplia o debate sobre o suicídio. No próximo mês, as atenções se voltam para o HIV/Aids, com o dezembro vermelho.

É comum durante todos esses meses encontrar monumentos com as cores de cada campanha. Essas iniciativas contam com engajamento da sociedade civil e se tornaram comuns nas empresas. A analista de recursos humanos Roberta Lima procura trazer especialistas para falar das temáticas na empresa onde trabalha. No mês de setembro, houve uma palestra sobre prevenção ao suicídio. Em outubro, trouxeram o tema do câncer de mama nos materiais visuais e optaram por uma palestra sobre a saúde psicológica da mulher: O Numap (Núcleo Maria da Penha) apresentou assuntos como o feminicídio e o relacionamento abusivo. Em novembro, a empresa prepara um debate para abordar a saúde masculina.

Sobre a importância desses temas de saúde e prevenção no ambiente de trabalho, Roberta, que também é psicóloga, pontua que, como as pessoas passam boa parte do tempo nas empresas, trazer esse debate para o trabalho é uma oportunidade de elas terem acesso à informação e permite que o colaborador se sinta acolhido no ambiente de trabalho.

 

 

Tratar temas que são considerados tabu na sociedade faz com que o funcionário sinta liberdade para relatar problemas ou para buscar ajuda. Fernanda Alves, trabalha na mesma empresa de Roberta, comenta que, depois das ações de setembro, sentiu-se confortável para falar dos seus problemas psicológicos com os colegas de trabalho.

 

 

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