Programa de rádio dá voz a vivências trans e travestis

Texto, foto e áudios: Maria Clara Martins

 

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Da esquerda para a direita, Melissa Campus, Linaê Mello e Herbert Proença, que apresentam o programa

 

Estreou em junho de 2018 a revista eletrônica de web rádio “É Babado, Kyrida”, produzida pelo coletivo ElityTrans, da cidade de Londrina, em parceria com um projeto de extensão da Universidade Estadual de Londrina (UEL).  O “Babado”, como é chamado carinhosamente pelos colaboradores do programa, é veiculado quinzenalmente pela Alma Londrina Rádio Web e pode ser acessado de qualquer lugar do mundo a qualquer hora.

O professor do Departamento de Comunicação Social da UEL Régis Moreira é o responsável pelo projeto de extensão “Plataformas Digitais – A Produção Comunitária de Novas Narrativas Alternativas ao Discurso Hegemônico como Dispositivo de Produção de Novos Sentidos”, no qual “É Babado, Kyrida” teve sua concepção. O projeto propõe a mudança de ponto de vista da mídia convencional que representa essas populações, de modo que as narrativas sejam produzidas pelas próprias pessoas que vivenciam os assuntos pautados.

 

 

A 4ª frente desenvolvida pelo Plataformas é o programa “É Babado, Kyrida”.

 

 

A partir da manifestação de interesse de Melissa Campus, integrante do Coletivo ElityTrans, que convergia com os objetivos do projeto, foram feitas parcerias com a Alma Londrina e o Canto do Marl, onde acontecem as reuniões do ElityTrans para a produção dos programas.

Com um viés inovador, a proposta da revista é abordar temáticas que interessam às pessoas trans e travestis e ao público LGBT, a partir do ponto de vista de pessoas T e ligadas a movimentos que lutam por direitos dessa população. Herbert Proença, um dos colaboradores e apresentadores do “É Babado, Kyrida”, é um deles.

 

 

O programa possui quadros diversos, com entrevistas de pessoas trans e travestis e de especialistas de todo o Brasil, e inclui até uma radionovela. A lacuna preenchida pela revista ressalta a importância da visibilidade das pessoas T na garantia de direitos básicos, redução da violência e do preconceito.

 

 

As mortes por transfobia, violência sofrida por pessoas T, são uma realidade. Em 2017, foram registradas 191 mortes desse tipo.

 

 

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