Associação busca melhorias para familiares com necessidades especiais

Texto e áudio: Matheus Camargo

 

A Afel (Associação Famílias Especiais de Londrina) criou uma série de projetos que visam a melhoria na qualidade de vida de jovens e crianças que possuem algum tipo de deficiência. A associação é gerida por mães de crianças que possuem dificuldades de locomoção e que enfrentam problemas estruturais no dia a dia.

“Não chamaria de reivindicações, porque é uma coisa geral, não só da Afel, são demandas para que todos sejam atendidos. Nós pontuamos demandas”, disse Michelle Berbert, vice-presidente da associação.

 

Foto 1 - Afel Facebook

Associação é responsável pela criação de projetos que visam melhorias para familiares especiais (Crédito: Divulgação/Facebook)

 

Os dois principais projetos criados pela Afel e que estão em execução são a Multa Moral e o Fiscalizadores do Bem, este realizado em parceria com a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização).

Segundo a vice-presidente, a Multa Moral foi trazida para Londrina em 2014 e é inspirada em um projeto homônimo, criado por um cadeirante do Mato Grosso. “É uma multa mesmo, claro que sem vínculos com o poder público, mas é para deixar a pessoa com vergonha, para que ela não pare onde não deve. É um projeto bacana porque vem de encontro com nossa essência. Com a aplicação dela você não está punindo, mas está mexendo com o brio daquela pessoa.” As mães possuem bloquinhos de multas – sem valor monetário –, que utilizam para aplicar em carros que estacionam em vagas exclusivas para deficientes.

O Fiscalizadores do Bem, por sua vez, é feito em parceria direta com a CMTU. O projeto trata das denúncias de carros estacionados em vagas para uso próprio de deficientes, o que passa despercebido pela falta de fiscalização oficial. A Afel se disponibilizou a avisar a CMTU, além de ter produzido um relatório com dezenas de locais que não possuem vagas especiais para deficientes físicos.

 

Foto 2 Matheus Camargo

Melhoria e ampliação nas vagas exclusivas para deficientes são bandeiras da Afel (Crédito: Matheus Camargo)

 

“A maioria das vagas que solicitamos é onde realmente existem dificuldades, como hospitais. O local que mais existe reclamação é a avenida Bandeirantes. Solicitamos mais de 40 vagas em várias localidades”, completou Berbert.

 

 

A CMTU implantou a maioria das vagas e agradeceu a aproximação da associação de mães. Isso porque julga fundamental que pessoas com experiência avisem onde estão os problemas a serem solucionados. “A ideia é consultar para saber se há vaga em determinados locais, às vezes nas clínicas, em escolas. Tem escola que não está dentro desse perímetro de vagas regulamentadas. Elas dizem para nós, com a experiência, onde há mais necessidade”, disse o coronel Pedro Ramos.

 

LEIA MAIS

A dificuldade de locomoção dos estudantes da UEL

Autismo levanta debate sobre tratamento, diagnóstico e inclusão

Como o Uber afetou o transporte público de Londrina

Cotas raciais: a divisão do privilégio universitário

Estudantes cegos se esforçam para acompanhar as aulas usando o braile

 

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s