Dificuldade na escolha de curso afeta alunos da rede pública e privada

Texto, foto e áudios: Isabela Torezan

 

Clicar no nome de um curso ao fazer a inscrição no vestibular é uma tarefa rápida, mas que pode depender de um complicado processo de decisão. Na adolescência, principalmente no ensino médio, os alunos sofrem pressão para decidirem qual curso pretendem fazer, já que essa escolha está atrelada a algo muito importante: o futuro profissional.

Fernanda Bacchi, 16, está no segundo ano do ensino médio de um colégio particular e já se decidiu pelo curso de psicologia. Ela gosta de filosofia e de biologia, duas das matérias específicas do vestibular de psicologia da UEL (Universidade Estadual de Londrina), e isso influenciou na sua escolha. Ela diz que desde o primeiro ano do ensino médio a escola fala em vestibular, mas que, apesar de sentir pressão para escolher logo, os professores ajudam nesse processo, dando conselhos. A família precisa dar liberdade de escolha, mas também pode ajudar, diz ela, afinal “eles já passaram por isso”.

Fernanda acredita que a decisão é difícil e tomada cedo demais. “Penso que não temos maturidade para tomar uma decisão tão importante como esta. É uma escolha muito importante para as nossas vidas, acho que a pessoa tem que se conhecer bem e tomar cuidado na hora de tomar uma decisão.”

 

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Fernanda Bacchi já se decidiu pelo curso de psicologia

 

A pedagoga Deborah Barreto relata que percebe a dificuldade desse processo nas escolas estaduais onde atua. Segundo ela, muitas vezes os alunos conhecem as profissões que fazem parte do seu entorno, mas não têm uma visão geral das profissões que uma universidade pode proporcionar, por exemplo. Porém, essa dificuldade varia muito de aluno para aluno. Ela nota uma maturidade maior nas meninas para escolher, e diz que a família e a condição social do aluno influenciam também.

 

 

Deborah, mãe de três filhos, viu cada um deles passar por esse processo de maneira diferente. Segundo ela, a influência familiar pode ajudar, sendo um exemplo para o adolescente, ou levar a uma escolha por pressão de seguir uma profissão que os pais gostariam de ter seguido. É por isso que tomar essa decisão com 16 ou 17 anos pode ser difícil para alguns, mas tranquilo para outros. “Isso é muito variável, não tem uma regra única para que seja feita essa escolha”, diz a pedagoga.

 

 

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