Empresas juniores trazem benefício para estudantes e clientes

Texto e áudios: Carolina Varoni

 

Com o intuito de fazer com que o estudante universitário entre no mercado de trabalho com experiência prática é que são criadas as empresas juniores (EJs). Essas empresas são formadas e organizadas somente pelos e entre estudantes. No entanto, os projetos são elaborados para qualquer tipo de cliente, seja ele de dentro da comunidade universitária ou de fora.

Giovanni Tanganelli é estudante de educação física na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e fundou em 2017 a empresa júnior Motus. O estudante ficou tão interessado no assunto de EJs que decidiu fazer desse o seu tema de trabalho de conclusão de curso.

 

 

Hoje, o Brasil é o país com o maior número de EJs do mundo. São 570 empresas federadas e mais de 16 mil empresários juniores que realizam cerca de 8.600 projetos anualmente, segundo o Brasil Júnior – órgão que gerencia e dá suporte às EJs em nível nacional.

As empresas juniores funcionam como qualquer outra empresa. Possuem presidente, vice e suas diretorias, ou seja, seguem um organograma empresarial. Elias Arakawa é assessor de comunicações internas da empresa júnior do curso de relações públicas da UEL, a Conecte Comunicações. A empresa oferece gerenciamento de mídias sociais, produção de identidade visual, consultoria em eventos e gestão de públicos, entre outros serviços.

 

 

Só em 2017, segundo a Brasil Júnior, o Movimento das Empresas Juniores (MEJ) somou aproximadamente 11 mil projetos fechados e quase R$ 21 milhões em faturamento. O valor arrecadado por cada empresa é utilizado pelos estudantes para promover palestras, comprar novos materiais e manter a empresa em funcionamento, como explica Alessandra Araújo, assessora de marketing na empresa júnior do curso de engenharia de produção da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), a EPQ Jr.

 

 

Foto 1 - reprodução Facebook Epq Jr

Equipe EPQ Jr. de 2018 (Crédito: Divulgação/Facebook)

 

Apesar do enorme faturamento arrecadado por ano, as EJs, por serem formadas por estudantes, costumam cobrar um preço menor pelos serviços do que o valor de mercado, o que as tornam vantajosas para os clientes.

 

 

Além disso, os estudantes adquirem enorme conhecimento e ainda encorpam seu currículo. Ou seja, a troca entre cliente e empresas juniores traz benefício para ambos os lados.

 

 

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