Especialistas afirmam que poluição do ar é um mal silencioso

Texto, foto e áudio: Lucas Ribeiro

 

Na correria cotidiana, a poluição atmosférica é praticamente imperceptível e, na maioria das vezes, as pessoas só se dão conta disso quando o feito se dá em grandes proporções, como uma grande queimada. E também de forma imperceptível os gases e metais entram no corpo humano e causam riscos à saúde, além, é claro, dos malefícios ao meio ambiente.

De acordo com uma reportagem da Folha de Londrina de 3 de fevereiro deste ano, cerca de 11 mil veículos passam pela rua Sergipe, no centro de Londrina, por dia. Além disso, mais de cem ônibus passam pelo mesmo local no período das 7h às 8h, considerado horário de pico. Um estudo da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), de 2016, apontou a presença de black carbon (fuligem), NOx (óxidos de nitrogênio) e MP2,5 (material particulado fino) na região.

 

Trânsito

Mais de 11 mil veículos passam pela rua Sergipe, região central de Londrina, segundo reportagem da Folha de Londrina

 

Outro estudo da instituição, também de 2016, analisou a exposição de usuários de ônibus nas zonas leste e sul de Londrina. Das 6h às 8h e das 17h às 19h, a concentração de MP2,5 era de 43,5 ug/m3 (microgramas por metro cúbico) com desvio de 33 ug/m3 para mais ou para menos. Fora do horário de pico, a concentração de MP2,5 caía para 14,3 ug/m3 com desvio de 10,2 ug/m3 para mais ou para menos.

Segundo a coordenadora do estudo, Leila Droprinchinski Martins, o Brasil não possui um padrão estabelecido para o MP2,5, mas os números apresentados são relativamente altos. Além disso, ela ressaltou que os padrões de qualidades do ar obedecem a uma legislação de 1990, e que apenas alguns estados brasileiros atualizaram os padrões. A OMS (Organização Mundial da Saúde) estabelece um padrão de 25 ug/m3 em um período de 24h.

 

 

Ainda de acordo com a OMS, no Brasil, a cada 100 mil habitantes, 15 morrem em decorrência da poluição do ar, sendo o material particulado e o ozônio os principais causadores de doenças, como enfisema pulmonar, crises de asma, bronquite crônica, doenças cardiovasculares, além de cânceres de pulmão e bexiga. Há estudos que relacionam os poluentes do ar com causas de Alzheimer e diabetes.

“Muitos pacientes da zona rural que atendo são diagnosticados com enfisema pulmonar em decorrência de algo que nunca eles imaginariam: a fumaça emitida do fogão à lenha dentro de casa. Ali há uma alta concentração de poluentes”, disse o pneumologista Denison Noronha Freire. Ele ainda afirmou que a poluição atmosférica causa danos, a princípio, silenciosos no ser humano.

 

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