O perigo da automedicação para ereções penianas

Texto, foto e áudios: Bruna Corchelli

 

A disfunção erétil ainda é uma pauta pouco debatida no universo masculino. Por questões de constrangimento, ou até mesmo por desinformação, os homens hesitam em procurar ajuda profissional frente a alguma dificuldade para obter ereções penianas. Essa resistência pode resultar no grave problema da automedicação, com o emprego banalizado de remédios para ativar o mecanismo da ereção, sem prescrição ou controle médico.

 

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O uso sem prescrição médica de remédios para ativar o mecanismo da ereção pode gerar uma dependência psíquica, desencadeando a disfunção erétil

 

Marco Aurélio de Freitas Rodrigues, urologista da Universidade Estadual de Londrina (UEL), aponta que disfunção erétil é um fenômeno neurovascular, definido cientificamente como a incapacidade de atingir e/ou manter ereção suficiente para penetração durante ato sexual.

A ereção é um processo que envolve alterações dos músculos, nervos e vasos sanguíneos do pênis. Desse modo, o médico pontua que a dificuldade em obter ereção ocorre quando não chega sangue suficiente ao pênis, ou o sangue não se mantém no órgão durante o tempo necessário para que a ereção aconteça.

Ele explica que as causas são orgânicas e/ou psicológicas, e destaca que os casos devem ser tratados e supervisionados por equipes multidisciplinares que envolvem médicos, psicólogos e psiquiatras.

A psicóloga e sexóloga Quetie Mariano Monteiro aponta que existe uma intimidação social em relação aos problemas ligados à fisiologia sexual masculina. Evidenciando em colocações que relacionam a disfunção erétil à falta de masculinidade, por exemplo, com o uso pejorativo do termo “broxa”. Também reconhece que há um tabu em relação à disfunção, pelo fato de muitos homens ainda desconhecerem as opções de tratamento, e não saberem quando ou onde encontrar profissionais especializados.

 

 

A psicóloga explica que o uso corriqueiro e sem prescrição pode resultar no vício da medicação, gerando uma resposta psicológica de dependência da droga em que o indivíduo não conseguirá mais obter ereções de forma natural.

 

 

O médico Marco Aurélio explica que o problema não se limita apenas a jovens sem sintomas, mas a homens com graus significativos de disfunção que não passaram pelo diagnóstico clínico. Neste caso, eles acabam utilizando medicamento para ereção de forma contínua e sem prescrição. Situação que, além de criar dependência psíquica, gera o risco do paciente desenvolver alguma reação à medicação, caso um médico não avalie os riscos que a pessoa corre ao ministrá-lo. Por isso, o urologista reafirma a necessidade de consumir apenas medicamentos com orientação, prescrição e acompanhamento médico.

 

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