Terapia feita com cães em hospitais: conheça os “Petiatras”!

Texto, fotos, áudios e vídeos: Giovanni Porfírio

 

Humanizar o atendimento aos enfermos. Este é o objetivo do programa de Terapia Assistida por Animais (TAA), que promove a interação de cães com pacientes internados em hospitais de Londrina. O trabalho, fruto de uma parceria dos ambulatórios com a ONG Petiatras, influencia positivamente no tratamento dos doentes. Fábio Furlan é um dos idealizadores do projeto, que começou há cerca de dois anos.

 

 

Fábio é empresário e dedica parte do seu tempo a ajudar o próximo, algo que, segundo ele, sempre teve como meta de vida. Entretanto, nada disso seria possível sem a ajuda do companheiro, o Shadow, que o acompanha desde o início do projeto nas visitas. Para Furlan, o vínculo do cão com os pacientes ocorre de forma bastante natural.

 

 

A veterinária Amanda Leite é responsável por acompanhar a seleção de cães que vão participar do projeto. Todos passam por uma avaliação rigorosa da profissional, que vai desde conferir se a vacinação do cão está em dia até analisar o comportamento daquele que pode vir a se tornar um “petiatra”.

 

 

Além de voluntária, Amanda é especialista em adestramento e comportamento animal e diz que os cachorros parecem “sentir” quando ficam sabendo que vão participar do encontro. O animal de estimação da veterinária, por exemplo, é hiperativo. Porém, ao chegar no ambiente hospitalar, o cão aparenta tranquilidade, mas não consegue esconder a alegria de interagir com os internados.

 

 

FOTO 1

Voluntários e até os cães são caracterizados para o encontro com os pacientes, que também tem música

 

No Hospital Universitário (HU) de Londrina, os encontros ocorrem a cada 15 dias no hall de entrada e nas enfermarias feminina, masculina e de moléstias infecciosas. Recentemente, os “petiatras” chegaram até o departamento de pediatria e também ao Centro de Tratamento de Queimados (CTQ). Para Dagmar Vituri, coordenadora do projeto, a satisfação de proporcionar o contato com os bichos contagia tanto voluntários quanto pacientes, um momento de alegria em meio ao sofrimento.

 

 

FOTO 3

Furlan e Shadow interagindo com um paciente no HU de Londrina

 

Luís Felipe, de apenas sete anos, estava em observação na ala infantil do Hospital Universitário em novembro. Sempre acompanhado da mãe, o menino descobriu diabetes há pouco tempo e precisou ser internado. Apesar do ambiente hostil, Felipe adora brincar com os cães quando visitam o hospital, o que também faz lembrar a cachorrinha que deixou em casa, Mel. A responsável pelo menino diz que o contato do garoto com os animais contribuiu bastante em sua melhora.

 

 

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