Curso da UEL possui projetos focados na inclusão social

Texto, fotos e áudios: Carolina Varoni

 

No curso de licenciatura em educação física da UEL (Universidade Estadual de Londrina), os alunos aprendem a lidar com todos os tipos de pessoas para que, como profissionais e professores, consigam atender melhor àqueles que possuem algum tipo de impedimento físico, por exemplo, uma deficiência.

Uma das formas de se ensinar a atender cada tipo de deficiência é através do estágio obrigatório, no qual os alunos aplicam os conhecimentos aprendidos em sala de aula em um ambiente de trabalho. O problema é que esse estágio não contempla todas as deficiências e necessidades especiais.

Para tentar mudar a regulamentação do estágio obrigatório, fazendo com que o aluno tenha contato, no mercado de trabalho, com o maior número possível de deficiências, é que o professor Nilton Gomes desenvolve um projeto de pesquisa na área de educação especial dentro do curso.

 

 

FOTO 1 - Nilton Gomes é especializado em educação especial

Nilton Gomes é especializado em educação especial

 

Louise Hocana, uma das alunas de Gomes, entende que estudar sobre os diferentes tipos de deficiência é essencial para que, no futuro, consiga lidar com os diferentes públicos.

 

 

O trabalho de inclusão dentro do curso de educação física, no entanto, vai além do estágio obrigatório. No Cefe (Centro de Educação Física e Esportes), existem projetos de extensão que integram comunidades interna e externa. Um dos exemplos é o projeto Natação para Todos, coordenado pela professora Márcia Greguol.

 

 

O projeto é realizado às terças e quintas-feiras e é gratuito. Por esse motivo, já estão com todas as vagas preenchidas e a lista de espera é grande. Márcia explica que uma das maiores dificuldades que o projeto enfrenta é a necessidade de muitos voluntários, já que para cada criança é preciso um auxiliar. Uma das voluntárias é Bruna Costa, enfermeira que contribui com o projeto desde janeiro de 2018. Ela conta que, desde que entrou, percebeu como a natação auxiliou na melhora e no desenvolvimento dos movimentos das crianças.

 

 

Mariane Lagoa, que nasceu com uma lesão do lado esquerdo do cérebro, participa do projeto há oito anos. Sua mãe, Andrea Lagoa, conta que as aulas de natação têm sido muito importantes para a filha e para todas as crianças que possuem algum tipo de deficiência. Para ela, é essencial que as pessoas sigam tentando incluir e ajudar aqueles que precisam.

 

FOTO 2- Projeto Natação para Todos

Projeto Natação para Todos

 

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