Lares multiespécie: quando os pets entram para a família

Texto, foto e áudios: Pamella Basseti

 

PET DAY EUPHORIA - 28.11

Aline e Sam participam de “pet day” na empresa onde ela trabalha

 

Foi o tempo em que cães e gatos eram responsáveis pela segurança ou controle de pragas no lar. Hoje, os bichinhos fazem parte da família, são tratados, muitas vezes, como filhos, entraram para dentro das casas. Essa mudança foi percebida gradativamente. Primeiro houve um aquecimento econômico no segmento de pet shops e produtos para animais, depois o debate jurídico em torno do que chamamos de famílias multiespécies. É o que relata a psicóloga Mariana Elise Santa Rosa.

 

 

Essa mudança de comportamento na sociedade, que passou a perceber os animais de estimação como parte da família, é bem recente e vem se consolidando na classe média, principalmente em grandes cidades. No Brasil, a popularização dos cães de pequeno porte impulsionou esse fenômeno. Dados da  Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2013) indicam que o Paraná é o estado em que mais casas têm cachorro: eles estão presentes em cerca de 60% dos lares.

Ao abandonar suas antigas funções de guarda ou controladores de praga, os pets se tornaram mais íntimos da casa e passaram a ser verdadeiros companheiros de seus donos. A nova posição desses bichinhos revela que eles são melhores aproveitados a partir dessa mudança de paradigma, trazendo mais qualidade de vida para toda a família. Segundo Mariana, a psicologia também tem se dedicado a pesquisar os benefícios da família multiespécie, já que os animais contribuem no desenvolvimento da criança e também com a saúde física e mental.

 

 

Aline Tonon é administradora e estava passando por um momento difícil quando resolveu ter um bichinho para lhe fazer companhia. Ela relata que encontrou Samuel, um samoyeda que é albino, e que, por isso, apaixonou-se por ele.

 

 

A psicóloga Mariana destaca que, no âmbito da saúde mental, os pets auxiliam afastando o sentimento de solidão, porque as pessoas se sentem mais protegidas. Outro fator é a redução do estresse porque esses bichinhos acabam levando seus donos para passear, para brincar.  Os animais de estimação também preenchem a rotina ou acabam desenvolvendo a responsabilidade em seus donos, porque a pessoa precisa zelar pela vida do animal, cuidando deles. O Sam, como a Aline costuma chamar seu pet, preencheu bastante a vida dela, reconfigurando sua rotina.

 

 

Antenados com a mudança de comportamento de seu público, empresas têm investido em programas de “pet day” e vários estabelecimentos comerciais e restaurantes já aceitam animais.

 

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