Saiba como funciona o Ensino à Distância da UEL

Texto, fotos e áudios: Guilherme Bernardi

 

Após se formar em gestão de recursos humanos e cursar dois anos de sistemas de informação, Micaelly Bubola, 27, decidiu cursar licenciatura em computação na UEL (Universidade Estadual de Londrina). “Por um acaso, eu e uma amiga estávamos na página do Nead no Facebook e vimos o edital para inscrição no curso.” O “vestibular” foi através do porte de diploma de curso superior.

 

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Sede do Nead fica no segundo andar do CLCH (Centro de Letras e Ciências Humanas) da UEL

 

O Nead é o Núcleo de Estudo à Distância e, sim, existe um dentro da universidade. O núcleo existe na UEL desde 2009 e já atendeu mais de 5.000 alunos. Atualmente, em seus 22 polos espalhados pelo Paraná, eles são 1.657. Segundo Maristela Martins, técnica-administrativa do Nead, ele é um órgão suplementar, como a Rádio UEL FM, vinculado ao gabinete do vice-reitor e seus professores geralmente são da própria universidade.

 

 

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Além das atuais sete especializações, o Nead oferta a graduação em licenciatura em computação

 

Para o ano de 2019, serão reofertadas quatro especializações (educação física na educação básica, educação física inclusiva, ensino de inglês para crianças e química para educação básica) e três serão novas: ciências 10!, pedagogia do esporte e ensino de língua portuguesa e tecnologia educacional digital.

Bacharel em educação física, Rafael Locateli, 28, é aluno de umas das especializações: a de educação física inclusiva. Tanto Micaelly quanto Rafael escolheram fazer os cursos à distância por causa da flexibilidade e encaixe com seus horários de trabalho. A diferença é que ela já estava acostumada com a modalidade, pois seu curso de gestão também havia sido. Ambos, entretanto, destacam que a principal dificuldade é não ter dúvidas sanadas no momento em que elas surgem, além de exigir maior comprometimento do aluno.

 

 

Quase sempre quando o tema do EAD é levantado, pensa-se na iniciativa privada e na Kroton –  dona da Unopar e da Pitágoras em Londrina. Maristela ressalta, entretanto, que há muitas diferenças na UEL, como o fato de ser cobrada apenas taxa de inscrição e não mensalidade e a “prova” com maior peso ter de ser feita presencialmente no polo.

Cursos não presenciais existem no mundo desde 1728, quando um professor de Boston nos Estados Unidos ofereceu um de taquigrafia (uma forma de escrita) para alunos de todo o país, segundo o episódio sobre o tema do podcast Mamilos. O curso era semanal e através de cartas. Hoje, essa forma de ensino é por meio da tecnologia e da internet. Muito se diz que a educação é revolucionária, mas de que forma? Se a tecnologia é uma realidade, é preciso lembrar, ainda segundo o episódio, que ela potencializa tudo, inclusive o péssimo.

 

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