Diálogo sobre sexualidade é caminho para prevenção e conscientização

Texto, infográficos e áudio: Gabriella Mendes

 

Um estudo feito pela Federação Internacional de Planejamento Familiar (IPPF) mostrou que, comparado com outros países da América Latina, o Brasil tem o pior resultado quando o assunto é educação sexual. Por definição, educação sexual deveria ser compreendida como o ensino sobre a anatomia, a psicologia e os aspectos comportamentais relacionados à reprodução humana. No país, a questão não é prevista por lei e muitos estudantes se formam sem ter acesso a informações de qualidade.

 

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A Orientação Técnica Internacional sobre Educação em Sexualidade de 2018, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Cultura e Esporte (Unesco), indica que “o ensino deve servir para que os jovens desenvolvam conhecimento, habilidades e valores éticos para fazer escolhas saudáveis e respeitáveis sobre os relacionamentos, o sexo e a reprodução”. A estudante de design de moda Hitomi Takahira afirma que o diálogo sobre sexualidade aponta para a importância do autoconhecimento. Hitomi conta que teve dificuldades de buscar informações na primeira menstruação e que não sabia como lidar com a situação.

 

 

A busca de informações da estudante continuou dentro da escola. Ela lembra das aulas focadas em anatomia e sugere o acréscimo de relações sociais. “Como não tinha o diálogo em casa, questões sobre comportamento, como relações afetivas, feminismo e machismo, poderiam ser introduzidas pela escola.”

Um estudo realizado no começo deste ano pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o laboratório Bayer, ouviu 1.500 brasileiras entre 16 e 25 anos, em cinco capitais (Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo), para entender que tipo de educação sexual recebem tanto nas escolas quanto em casa. O resultado mostrou que 83% das entrevistadas se consideram suficientemente informadas sobre métodos contraceptivos e cuidados com a saúde sexual. E que a maioria, 67%, diz ter acesso à educação sexual na escola.

Ano passado, as mesmas organizações realizaram essa pesquisa com entrevistados homens. E o resultado foi um pouco diferente. Foram ouvidos 2.000 jovens entre 15 e 25 anos em dez capitais. Apenas 14% relataram ter recebido informações sobre sexo na escola. A principal fonte de informação desses jovens vem de amigos com 44%, seguido dos pais com 26% e da internet com 20%.

 

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