Empreender: isso também é coisa de mulher!

Texto, fotos e áudio: Daiane Araújo

 

Não é novidade para ninguém que há alguns anos o país segue em uma constante crise econômica. Para as mulheres, essa crise é sentida bem mais de perto. Pesquisas apontam que o número de mulheres que se desbravaram no empreendedorismo nos últimos anos é bem maior que o de homens, e os motivos são diversos.

Mariana Guerin, 37, é jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo. Ela trabalhou durante 14 anos na área, como repórter e editora da Folha de Londrina. Em 2015, após fazer um curso de confeitaria, ela sentiu a necessidade de dar uma virada em sua vida profissional e começar do zero.

“Fiz um curso de confeitaria no IGA [Instituto Gastronômico das Américas] em 2015 e comecei a produzir bolachas artesanais em parceria com uma prima que estudou gastronomia. A partir de 2018, comecei a tocar o negócio sozinha. Hoje, preparo 14 tipos de bolachas diferentes, que vendo por meio de lista de transmissão no WhatsApp. Desenvolvo as receitas, preparo, embalo, faço a propaganda e distribuo sozinha”, afirma Mariana.

Ela ainda conta que é muito difícil recomeçar em outra profissão, mas também é muito importante procurar a realização profissional. Ainda segundo Mariana, se você busca por resultados diferentes, precisa fazer coisas diferente. “A pressão do jornalismo diário e o fato de já ter atuado em todas as editorias, tanto no impresso como na internet, me desmotivaram. Senti que havia chegado ao meu limite de aprendizado no jornalismo, apesar de saber que existem muitas outras frentes nas quais poderia atuar na profissão. Mas como eu havia me dedicado à confeitaria, decidi investir em novos desafios me tornando empreendedora.” Ela não se arrepende da decisão, e a dica que dá para quem pretende se aventurar no mesmo caminho é a organização.

Thais Cachone também de 37 anos, é casada e tem dois filhos, Guilherme, de 4 anos, e Felipe, de 5. Durante dez anos, ela trabalhou com administração e, quando decidiu ter filhos, viu que seria muito difícil conciliar o trabalho formal com o tempo que desejava passar com as crianças. Como a possibilidade de ficar sem nenhuma fonte de renda não era uma opção, ela resolveu empreender fazendo o que mais gosta, cozinhar.  Há quatro anos, Thais trabalha vendendo bolo de pote em diversas empresas de Londrina. E afirma ser algo bem lucrativo.

 

 

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Thais já tem uma clientela fixa, que fica aguardando ansiosamente por seus deliciosos bolos

 

A única desvantagem que Thais vê em ser dona do próprio negócio é que, se eventuais imprevistos impossibilitarem-na de trabalhar, ela não terá nenhuma fonte de renda como segurança. Com isso, embora os horários sejam flexíveis, se ela não tiver comprometimento, as contas podem não fechar ao fim do mês.

 

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Thais se reveza durante a semana para atender todos os seus clientes

 

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