Projeto leva palhaços aos hospitais londrinenses

Texto, foto e áudio: Mateus Rosa

 

Criado há mais de 20 anos, o projeto cultural Plantão Sorriso é responsável por levar palhaços aos hospitais londrinenses, na intenção de divertir as crianças internadas e trazer alegria a espaços de tanta dor e sofrimento. A organização já beneficiou mais de 470 mil pessoas e, atualmente, atende a sete hospitais de Londrina e região, como o Hospital Universitário e o Hospital Infantil. Em reconhecimento ao trabalho realizado pelos profissionais, a Câmara Municipal de Londrina concedeu ao Plantão Sorriso a Medalha Ouro Verde no ano de 2015.

A equipe do projeto é formada por seis atores, três administradores e uma psicóloga. Apesar de não ter fins lucrativos, o grupo não é formado por voluntários – para realizar o trabalho, os profissionais recebem apoio de empresas parceiras. A coordenadora artística e atriz do Plantão Sorriso Aneliza Paiva, de 31 anos, explica que os palhaços devem passar por um processo seletivo e por um treinamento antes de começarem a atuar nos hospitais. Segundo Aneliza, o grupo dá humanização ao ambiente hospitalar.

“O Plantão Sorriso trabalha, basicamente, em dupla. A gente vai em dois palhaços em cada hospital, com um jaleco de médico, passando um pouco essa rotina médica, e atende às crianças leito a leito. Ou seja, a gente entra em cada quarto, atende e conversa com cada criança”, afirma a atriz. “A base do trabalho é o improviso, então nós temos algumas coisas em repertório, prontas, mas a gente acaba entrando em contato com a criança na hora, vê o que ela tem a oferecer e aí trabalha com improviso daquilo que pode servir na hora.”

Patrícia Lepre, de 41 anos, é psicóloga do Hospital Universitário e acredita que a atuação do Plantão Sorriso traz muitos benefícios não apenas aos pacientes, mas também à equipe de funcionários do hospital. Para ela, o trabalho dos palhaços é fundamental para o tratamento das crianças. “Quando você pega uma coisa que as crianças geralmente amam, que são os palhaços, e os coloca vestidos de médico, você aproxima esses dois conceitos tão distantes para elas: o médico, que remete à dor, e o palhaço, que remete à alegria.”

 

PATRÍCIA

Para Patrícia, psicóloga do Hospital Universitário, um aspecto muito importante do projeto é associar vestimentas e objetos médicos à diversão

 

 

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